Evento super interessante e gratuito, sobre finanças pessoais e investimentos, que acontece uma vez por ano, no Minas Centro.
Diversos stands e palestras.
Quem puder dar uma conferida, vale a pena!
http://www.expomoney.com.br/09/default.asp?evt=bhz
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
10 vezes sem juros?
.
A princípio, é certo que pagar a vista é bem melhor do que pagar parcelado. Isto porque pagando a vista, evita-se de pagar os juros, além da possibilidade de obter descontos. No entanto, diversas ponderações são necessárias para ver se realmente vale pena, podendo chegar a casos extremos, como o que eu chamo de “prejuízo a vista”. Nessa situação de casos particulares, mesmo o parcelamento com juros torna-se mais vantajoso do que pagar a vista, conforme explicarei nos posts seguintes.
Antes de tudo, é importante lembrar que, pagar de “10 vezes sem juros” é, na maioria das vezes, uma mentira. Os juros já estão embutidos. Como é possível perceber isso? Basta fazer uma breve pesquisa de preços, e com certeza se achará a mesma mercadoria por um preço menor, para pagamento à vista. Sites de comparação de preços na internet são uma maneira fácil de se perceber isso. (Nota importante: por questões de segurança, só compre a vista na internet de sites extremamente conhecidos, e evite pagar por boleto bancário a todo custo, ok, Schmitt??? Vou escrever um artigo sobre isso futuramente. Se esquecer, me cobrem!)
Segue um exemplo real: Procurei no Buscapé a calculadora financeira HP 12C Gold. Achei, dentre outras ofertas:
R$ 219,00, de 12 x “sem acréscimo”, em uma loja.
R$ 189,00, de 9x “sem acréscimo”, em outra loja.
R$ 165,00, de 6x “sem acréscimo”, em uma terceira loja.
Percebem os juros embutidos? Embora sejam todas “sem acréscimo”, ao diminuir-se o número de parcelas diminui-se também o preço.
Por fim, encontrei a oferta mais barata de todas, imbatível:
R$ 144,99, a vista.
Conclusão: Se partirmos do pressuposto que o valor da calculadora a vista é R$ 144,99, e que podemos pagá-la de 12x totalizando R$ 219,00, a taxa de juros cobrada será nada menos do que 3,5% a.m. No caso do pagamento em 9x, a taxa é de 2,99% a.m. Por fim, se optarmos por pagar em 6x, a taxa fica em 2,18% a.m.
Inclusive, estou utilizando esta calculadora para fazer esses cálculos, mas a minha custou R$ 0,00 sem juros, pois foi gentilmente (e temporariamente) cedida pela Tetê, a Sogra Nota 10, até que eu me decida onde, por quanto e de quantas vezes comprar.
Retomando, será apenas coincidência que ao diminuirmos as parcelas as taxas de juros caírem? E vai um alerta importante: as taxas de juros ocultas, como as acima, são bem maiores do que as explícitas de mercado, que normalmente chegam a 1,99%.
A conclusão é: se algo estiver anunciado como dividido sem juros, chore um desconto para pagamento a vista, ou então procure outro estabelecimento que lhe venderá por um preço menor a vista.
No entanto, se o preço ofertado para pagamento em parcelas sem juros for realmente igual ou mais barato do que o restante das ofertas do mercado, você está frente a um parcelamento sem juros de verdade.
Nesse caso, vale a pena dividir de quantas vezes for possível, pois como o Zé afirmou, você fica com mais dinheiro “na carteira” para, por exemplo, pagar outras mercadorias a vista mais baratas e economizar. Ou então, para fazer uma aplicação do valor integral do bem (na poupança, por exemplo) e ir sacando as parcelas a cada mês, à medida que vencerem. No final dos pagamentos, você terá de sobra um dinheirinho, que, ainda que pouco, é dinheiro, e que não estaria lá se você tivesse pagado tudo a vista!
A princípio, é certo que pagar a vista é bem melhor do que pagar parcelado. Isto porque pagando a vista, evita-se de pagar os juros, além da possibilidade de obter descontos. No entanto, diversas ponderações são necessárias para ver se realmente vale pena, podendo chegar a casos extremos, como o que eu chamo de “prejuízo a vista”. Nessa situação de casos particulares, mesmo o parcelamento com juros torna-se mais vantajoso do que pagar a vista, conforme explicarei nos posts seguintes.
Antes de tudo, é importante lembrar que, pagar de “10 vezes sem juros” é, na maioria das vezes, uma mentira. Os juros já estão embutidos. Como é possível perceber isso? Basta fazer uma breve pesquisa de preços, e com certeza se achará a mesma mercadoria por um preço menor, para pagamento à vista. Sites de comparação de preços na internet são uma maneira fácil de se perceber isso. (Nota importante: por questões de segurança, só compre a vista na internet de sites extremamente conhecidos, e evite pagar por boleto bancário a todo custo, ok, Schmitt??? Vou escrever um artigo sobre isso futuramente. Se esquecer, me cobrem!)
Segue um exemplo real: Procurei no Buscapé a calculadora financeira HP 12C Gold. Achei, dentre outras ofertas:
R$ 219,00, de 12 x “sem acréscimo”, em uma loja.
R$ 189,00, de 9x “sem acréscimo”, em outra loja.
R$ 165,00, de 6x “sem acréscimo”, em uma terceira loja.
Percebem os juros embutidos? Embora sejam todas “sem acréscimo”, ao diminuir-se o número de parcelas diminui-se também o preço.
Por fim, encontrei a oferta mais barata de todas, imbatível:
R$ 144,99, a vista.
Conclusão: Se partirmos do pressuposto que o valor da calculadora a vista é R$ 144,99, e que podemos pagá-la de 12x totalizando R$ 219,00, a taxa de juros cobrada será nada menos do que 3,5% a.m. No caso do pagamento em 9x, a taxa é de 2,99% a.m. Por fim, se optarmos por pagar em 6x, a taxa fica em 2,18% a.m.
Inclusive, estou utilizando esta calculadora para fazer esses cálculos, mas a minha custou R$ 0,00 sem juros, pois foi gentilmente (e temporariamente) cedida pela Tetê, a Sogra Nota 10, até que eu me decida onde, por quanto e de quantas vezes comprar.
Retomando, será apenas coincidência que ao diminuirmos as parcelas as taxas de juros caírem? E vai um alerta importante: as taxas de juros ocultas, como as acima, são bem maiores do que as explícitas de mercado, que normalmente chegam a 1,99%.
A conclusão é: se algo estiver anunciado como dividido sem juros, chore um desconto para pagamento a vista, ou então procure outro estabelecimento que lhe venderá por um preço menor a vista.
No entanto, se o preço ofertado para pagamento em parcelas sem juros for realmente igual ou mais barato do que o restante das ofertas do mercado, você está frente a um parcelamento sem juros de verdade.
Nesse caso, vale a pena dividir de quantas vezes for possível, pois como o Zé afirmou, você fica com mais dinheiro “na carteira” para, por exemplo, pagar outras mercadorias a vista mais baratas e economizar. Ou então, para fazer uma aplicação do valor integral do bem (na poupança, por exemplo) e ir sacando as parcelas a cada mês, à medida que vencerem. No final dos pagamentos, você terá de sobra um dinheirinho, que, ainda que pouco, é dinheiro, e que não estaria lá se você tivesse pagado tudo a vista!
sábado, 25 de setembro de 2010
Ausência de posts e pergunta para refletir
Quase 1 mês sem post nenhum, que vergonha...
Sé é que serve de justificativa, o tempo foi realmente bastante apertado nesse último mês.
De qualquer forma, continua apertado, e venho aqui apenas lançar a seguinte pergunta que embasará o próximo post:
"Pagar a vista é melhor do que pagar parcelado?"
E aí, o que acham?
Sé é que serve de justificativa, o tempo foi realmente bastante apertado nesse último mês.
De qualquer forma, continua apertado, e venho aqui apenas lançar a seguinte pergunta que embasará o próximo post:
"Pagar a vista é melhor do que pagar parcelado?"
E aí, o que acham?
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Tesouro Direto com facilidade
Sabemos que grande parte dos investimentos deve ser baseado em renda fixa, pois não devemos nos expor completamente às variações da renda variável. No entanto, os fundos oferecidos pelos bancos acabam nos desanimando, seja pela baixa rentabilidade seja pelo elevado valor das taxas de administração. Conforme mencionado em artigo anterior, o investimento em títulos do tesouro direto pode ser uma excelente saída.
Para investir em títulos, é necessário o uso de uma corretora de valores, as mesmas utilizadas para comprar e vender ações. Se o investidor não investe na Bolsa, e não é cliente de uma corretora, pode ficar desmotivado de comprar títulos, pois terá o trabalho de abrir uma conta, além de pagar DOC a cada transferência da sua conta corrente para sua conta na corretora.
Ocorre que todos os grandes bancos oferecem o serviço de corretora de valores, o que facilita imensamente a compra de títulos e evita os incômodos mencionados. Para investir no Tesouro Direto basta ir a sua agência, solicitar o “Código de Investidor” e assinar alguns papéis. Depois disso, é só acessar o home banking, sessão investimentos, escolher Tesouro Direto e fazer uma rápida adesão.
Por fim, interessante mencionar que o código de investidor serve também para comprar e vender ações na Bolsa, através de seu banco. No entanto, para esta operação, sugiro utilizar uma corretora especializada, por possuir ferramentas mais apropriadas, além de suporte didático/educativo.
Para investir em títulos, é necessário o uso de uma corretora de valores, as mesmas utilizadas para comprar e vender ações. Se o investidor não investe na Bolsa, e não é cliente de uma corretora, pode ficar desmotivado de comprar títulos, pois terá o trabalho de abrir uma conta, além de pagar DOC a cada transferência da sua conta corrente para sua conta na corretora.
Ocorre que todos os grandes bancos oferecem o serviço de corretora de valores, o que facilita imensamente a compra de títulos e evita os incômodos mencionados. Para investir no Tesouro Direto basta ir a sua agência, solicitar o “Código de Investidor” e assinar alguns papéis. Depois disso, é só acessar o home banking, sessão investimentos, escolher Tesouro Direto e fazer uma rápida adesão.
Por fim, interessante mencionar que o código de investidor serve também para comprar e vender ações na Bolsa, através de seu banco. No entanto, para esta operação, sugiro utilizar uma corretora especializada, por possuir ferramentas mais apropriadas, além de suporte didático/educativo.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Qual a melhor hora de comprar a casa própria?
.
Em comentário ao artigo "Para onde vai o preço dos imóveis?", publicado em abril neste blog, surgiu a discussão se comprar um imóvel seria realmente válido financeiramente falando. A resposta já foi antecipada: cada caso deve ser estudado, mas na maioria das vezes, não.
Em newsletter da Expomoney, li um artigo excelente e curto sobre o tema, escrito por Rogério Olegário. O artigo conta inclusive com um exemplo prático e numérico, e pode ser de grande valia para os leitores.
Segue o link, que vale os 5 minutos necessários para a leitura:
http://www.expomoney.com.br/newsnova/materia.asp?rregn=368&orig=eml
Em comentário ao artigo "Para onde vai o preço dos imóveis?", publicado em abril neste blog, surgiu a discussão se comprar um imóvel seria realmente válido financeiramente falando. A resposta já foi antecipada: cada caso deve ser estudado, mas na maioria das vezes, não.
Em newsletter da Expomoney, li um artigo excelente e curto sobre o tema, escrito por Rogério Olegário. O artigo conta inclusive com um exemplo prático e numérico, e pode ser de grande valia para os leitores.
Segue o link, que vale os 5 minutos necessários para a leitura:
http://www.expomoney.com.br/newsnova/materia.asp?rregn=368&orig=eml
sábado, 10 de julho de 2010
E viva a Copa 2!
Mediante colocação de meu grande irmão José Roberto, segue uma possível ilustração para o post anterior.
Pesquisei na internet e localizei os gráficos do DAX (Alemanha) e do FSE/JSE Top 40IX (África do Sul), nos anos anteriores à cada copa. Esses gráficos representam índices das bolsas dos países, e seriam, a grosso modo, comparáveis ao Ibovespa, no caso da Alemanha, e ao IBRX-50, no caso da África do Sul.
Inicialmente, muito importante lembrar que existem inúmeros outros fatores que influenciam MUITO mais as bolsas de valores do que a Copa do Mundo, mas de qualquer forma, serve para ilustração e especulações.
No caso da Alemanha, a evolução foi espantosa: aumento de aproximadamente 120% no DAX, média de 30% a.a. nos 4 anos anteriores. Já na África do Sul, a escalada foi menor, mas também bastante atrativa: 56,25%, cerca de 14% a.a.
Não é certo afirmar que certamente a Bovespa terá desempenho similar, mas é completamente verossímel imaginar disparadas parecidas ou até mesmo bem maiores, tendo em vista a condição especial em que se encontra o Brasil: tem enorme espaço para progresso e desenvolvimento, ao passo que já tem uma considerável visibilidade global.
Pesquisei na internet e localizei os gráficos do DAX (Alemanha) e do FSE/JSE Top 40IX (África do Sul), nos anos anteriores à cada copa. Esses gráficos representam índices das bolsas dos países, e seriam, a grosso modo, comparáveis ao Ibovespa, no caso da Alemanha, e ao IBRX-50, no caso da África do Sul.
Inicialmente, muito importante lembrar que existem inúmeros outros fatores que influenciam MUITO mais as bolsas de valores do que a Copa do Mundo, mas de qualquer forma, serve para ilustração e especulações.
No caso da Alemanha, a evolução foi espantosa: aumento de aproximadamente 120% no DAX, média de 30% a.a. nos 4 anos anteriores. Já na África do Sul, a escalada foi menor, mas também bastante atrativa: 56,25%, cerca de 14% a.a.
Não é certo afirmar que certamente a Bovespa terá desempenho similar, mas é completamente verossímel imaginar disparadas parecidas ou até mesmo bem maiores, tendo em vista a condição especial em que se encontra o Brasil: tem enorme espaço para progresso e desenvolvimento, ao passo que já tem uma considerável visibilidade global.
terça-feira, 6 de julho de 2010
E viva a Copa!
Menos de uma semana após a intragável eliminação da Seleção da Copa do Mundo, e a poucos dias do final do campeonato que move paixões, por que exaltar a Copa? Na verdade, assim como no mercado de ações, quando todos estão desanimados e “entrando vendido” na Copa, é uma boa hora de se animar e “entrar comprado”. Mas não se assuste, pois me refiro a um investimento de longo prazo: a Copa de 2014.
É inegável que o país passará por inúmeras transformações até o ano de 2014, com o objetivo de sediar um evento de tamanha magnitude. Torna-se evidente que a economia ficará consideravelmente aquecida até lá, ao mesmo tempo como causa e conseqüência do acelerado e repentino progresso forçado. Na mesma linha, vale imaginar o ano da Copa em si, assim como o ano imediatamente anterior, e quais serão os setores que mais se beneficiarão com a realização do evento. Esse trabalho mental pode render ótimas oportunidades de investimento, sendo a mais simples e a que demanda menor capital inicial a bolsa de valores.
Nesse sentido, seria interessante desde agora começar a construir uma carteira de ações de empresas que ganharão destaque com a Copa do Mundo, leia-se: turismo e consumo. Vale imaginar qual será a valorização em 4 anos de ações de empresas de companhias aéreas, redes hoteleiras e grandes empreiteiras, por exemplo. É muito importante, neste tocante, construir a carteira progressivamente e regularmente ao longo desses 4 anos, e não comprar tudo de uma vez só. Isso certamente evitará grandes abalos na carteira, causados por desvalorizações em crises repentinas. Contribuirá, dessa forma, para a formação do preço médio, isto é, o valor das transações é diluído ao longo do tempo, construindo uma média de valor as ações da carteira mais constante e menos volátil que o próprio valor das ações. Uma boa dica é aproveitar o momento de baixa do Ibovespa para começar as compras regulares. O período das eleições também pode ser atrativo, tendo em vista que a volatilidade geralmente aumenta, e quedas maiores acontecem, configurando bons momentos de compra.
Portanto, comprar mensalmente pequenas quantias de ações de variadas empresas que estarão em destaque na Copa de 2014 pode levar a uma carteira com valorização sobrenatural no horizonte proposto. Aliás, será que não existem ações da CBF? Seria realmente excelente comprá-las agora, por preço de banana, e vendê-las na Copa de 2014, preferencialmente logo na primeira fase, para não correr o risco de vê-las virando pó... Vejam: não é pessimismo, mas apenas cautela de investidor.
Por fim, vale lembrar ainda que, dois anos após a Copa, vêm as Olimpíadas, aquecendo (ou mantendo aquecidos) os mesmos setores, embora com menor intensidade. Esse fato também reforça os motivos que sugerem a provável ótima valorização da carteira em questão.
É inegável que o país passará por inúmeras transformações até o ano de 2014, com o objetivo de sediar um evento de tamanha magnitude. Torna-se evidente que a economia ficará consideravelmente aquecida até lá, ao mesmo tempo como causa e conseqüência do acelerado e repentino progresso forçado. Na mesma linha, vale imaginar o ano da Copa em si, assim como o ano imediatamente anterior, e quais serão os setores que mais se beneficiarão com a realização do evento. Esse trabalho mental pode render ótimas oportunidades de investimento, sendo a mais simples e a que demanda menor capital inicial a bolsa de valores.
Nesse sentido, seria interessante desde agora começar a construir uma carteira de ações de empresas que ganharão destaque com a Copa do Mundo, leia-se: turismo e consumo. Vale imaginar qual será a valorização em 4 anos de ações de empresas de companhias aéreas, redes hoteleiras e grandes empreiteiras, por exemplo. É muito importante, neste tocante, construir a carteira progressivamente e regularmente ao longo desses 4 anos, e não comprar tudo de uma vez só. Isso certamente evitará grandes abalos na carteira, causados por desvalorizações em crises repentinas. Contribuirá, dessa forma, para a formação do preço médio, isto é, o valor das transações é diluído ao longo do tempo, construindo uma média de valor as ações da carteira mais constante e menos volátil que o próprio valor das ações. Uma boa dica é aproveitar o momento de baixa do Ibovespa para começar as compras regulares. O período das eleições também pode ser atrativo, tendo em vista que a volatilidade geralmente aumenta, e quedas maiores acontecem, configurando bons momentos de compra.
Portanto, comprar mensalmente pequenas quantias de ações de variadas empresas que estarão em destaque na Copa de 2014 pode levar a uma carteira com valorização sobrenatural no horizonte proposto. Aliás, será que não existem ações da CBF? Seria realmente excelente comprá-las agora, por preço de banana, e vendê-las na Copa de 2014, preferencialmente logo na primeira fase, para não correr o risco de vê-las virando pó... Vejam: não é pessimismo, mas apenas cautela de investidor.
Por fim, vale lembrar ainda que, dois anos após a Copa, vêm as Olimpíadas, aquecendo (ou mantendo aquecidos) os mesmos setores, embora com menor intensidade. Esse fato também reforça os motivos que sugerem a provável ótima valorização da carteira em questão.
domingo, 13 de junho de 2010
Corretor de imóveis: despesa?
.
Conversando esses dias com um grande amigo meu, que pretende vender um apartamento, lembrei-me de uma das principais lições que se pode aprender com a leitura do clássico “Pai Rico Pai Pobre”: não se deve tentar economizar dinheiro dispensando o corretor de imóveis.
Há um ano e pouco, meu amigo comprou um apartamento na planta, em uma ótima localidade, e tal investimento vem se valorizando bastante. Pela ótima oportunidade de realização do lucro e também por outros motivos, ele me contou que estava pensando em vendê-lo. A primeira pergunta que lhe fiz foi: “Você já arranjou um bom corretor para cuidar da venda?” A resposta: “Não, de jeito nenhum, esses corretores ‘metem a faca’ no seu negócio.”
De fato os corretores cobram sim uma porcentagem sobre as negociações, que a princípio parecem ser um valor muito alto. No entanto, devolvi as seguintes perguntas a meu amigo: “Você trabalha com mercado imobiliário? Você entende a fundo tal mercado? Você tem tempo suficiente para investir no negócio, procurando compradores, cogitando valor de mercado, etc?”
As chances de um bom corretor de imóveis conseguir fazer um melhor negócio com seu apartamento é muito maior do que você tentar fazê-lo sozinho, pela simples razão de ser essa a profissão dele. Nesse sentido, o corretor conhece a fundo o mercado, sabe do valor de mercado do seu imóvel, já conhece compradores que estão dispostos a pagar um valor mais atrativo que o mercado, estabelece alguns parâmetros básicos contratuais e legais que lhe conferem maior garantia de recebimento, além de inúmeros outros fatores positivos. Além disso, muitas vezes a diferença entre o valor da venda intermediada pelo corretor e a venda feita por você será inclusive maior do que a corretagem cobrada. Isto é, você pagará a corretagem e ainda terá um lucro maior do que vendendo o imóvel sozinho. Vale, ainda, considerar o tempo, o empenho e as dores de cabeça que serão economizadas tentado vender o imóvel.
Acredito que por essas e inúmeras outras razões “Pai Rico Pai Pobre”, com o perdão da Contabilidade, nos sugere classificar os gastos com corretagem imobiliária como um investimento, isto é, como um ativo, e não como uma despesa. Isso porque um bom corretor de imóveis terá a capacidade de aumentar o seu patrimônio, e por isso não deve ser considerado como um gasto. No mesmo sentido, economizar com a corretagem pode levar a um mau negócio, e configurar a famosa “economia porca”, no vocabulário chulo. A sugestão, inclusive, é em sentido contrário: cativar o corretor de imóveis, torná-lo seu amigo, seu fã. Reconhecer seu trabalho e ganhar sua estima, mandando-lhe, por exemplo, uma vinho de lembrança no Natal.
Conversando esses dias com um grande amigo meu, que pretende vender um apartamento, lembrei-me de uma das principais lições que se pode aprender com a leitura do clássico “Pai Rico Pai Pobre”: não se deve tentar economizar dinheiro dispensando o corretor de imóveis.
Há um ano e pouco, meu amigo comprou um apartamento na planta, em uma ótima localidade, e tal investimento vem se valorizando bastante. Pela ótima oportunidade de realização do lucro e também por outros motivos, ele me contou que estava pensando em vendê-lo. A primeira pergunta que lhe fiz foi: “Você já arranjou um bom corretor para cuidar da venda?” A resposta: “Não, de jeito nenhum, esses corretores ‘metem a faca’ no seu negócio.”
De fato os corretores cobram sim uma porcentagem sobre as negociações, que a princípio parecem ser um valor muito alto. No entanto, devolvi as seguintes perguntas a meu amigo: “Você trabalha com mercado imobiliário? Você entende a fundo tal mercado? Você tem tempo suficiente para investir no negócio, procurando compradores, cogitando valor de mercado, etc?”
As chances de um bom corretor de imóveis conseguir fazer um melhor negócio com seu apartamento é muito maior do que você tentar fazê-lo sozinho, pela simples razão de ser essa a profissão dele. Nesse sentido, o corretor conhece a fundo o mercado, sabe do valor de mercado do seu imóvel, já conhece compradores que estão dispostos a pagar um valor mais atrativo que o mercado, estabelece alguns parâmetros básicos contratuais e legais que lhe conferem maior garantia de recebimento, além de inúmeros outros fatores positivos. Além disso, muitas vezes a diferença entre o valor da venda intermediada pelo corretor e a venda feita por você será inclusive maior do que a corretagem cobrada. Isto é, você pagará a corretagem e ainda terá um lucro maior do que vendendo o imóvel sozinho. Vale, ainda, considerar o tempo, o empenho e as dores de cabeça que serão economizadas tentado vender o imóvel.
Acredito que por essas e inúmeras outras razões “Pai Rico Pai Pobre”, com o perdão da Contabilidade, nos sugere classificar os gastos com corretagem imobiliária como um investimento, isto é, como um ativo, e não como uma despesa. Isso porque um bom corretor de imóveis terá a capacidade de aumentar o seu patrimônio, e por isso não deve ser considerado como um gasto. No mesmo sentido, economizar com a corretagem pode levar a um mau negócio, e configurar a famosa “economia porca”, no vocabulário chulo. A sugestão, inclusive, é em sentido contrário: cativar o corretor de imóveis, torná-lo seu amigo, seu fã. Reconhecer seu trabalho e ganhar sua estima, mandando-lhe, por exemplo, uma vinho de lembrança no Natal.
Assinar:
Postagens (Atom)

