terça-feira, 11 de janeiro de 2011

IPVA, IPTU, displicência com o blog...

Quanto tempo passou e não postei nada...

Não faltaram artigos interessantes que li, reportagens bacanas que vi, conselhos incentivadores que ouvi.... Faltou mesmo, além do tempo, a tradicional e batida vergonha na cara de não selecionar 5 minutos para colocar algo aqui.

A Sara vem me cobrando desde meados de Novembro, a Tetê me mandou um link interessante, que postarei em breve, e, hoje, meu irmão me mandou algo.  As pessoas próximas me mandam tudo pronto, basta eu blogar e.... nada!

Criei vergonha na cara...

Por isso, hoje simplesmente CRTL + V email do meu irmão, de artigo bastante interessante:

"Jose Roberto Costa para mim

mostrar detalhes 22:10

Essa época do ano é sempre interessante este tipo de reportagem:

http://dinheiro.br.msn.com/tributos/artigo.aspx?cp-documentid=27184116"

Em tempo, feliz 2011 a todos!!! Lembrem-se das finanças, mas não se esqueçam do lazer!!!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Comprar ou alugar?

Esses dias li um artigo muito bom, sobre aquela polêmica questão entre comprar ou alugar um imóvel. Segue na íntegra:


Comprar ou alugar?
CorreioWeb - Lugar Certo
Mauro Calil é professor e educador financeiro, fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil&Calil

13 de outubro de 2010 - Recebo o questionamento recorrente sobre ser ou não ser um bom investimento comprar um imóvel. O ponto crucial é que as pessoas que me questionam, via de regra, recém saíram de um stand de vendas à frente de um apartamento divinamente decorado e estão com uma proposta de financiamento quentinha em mãos e ainda repetindo todos os argumentos do vendedor. Não raras vezes, ouço frases como: "o corretor fez uma condição especialmente para mim". A situação frágil do comprador piora ainda mais se estivermos falando da compra de seu primeiro imóvel. Todos estes questionamentos, na minha avaliação, soam como a busca por uma justificativa financeira, embasada em números resultantes da calculadora de um profissional isento, que prove, matematicamente, que aquele será um bom negócio.

Recentemente, fiz o seguinte ensaio no site de um grande banco para a compra de um imóvel de R$ 500.000,00, financiado em 30 anos, com R$ 100.000,00 de entrada e juros à taxa efetiva de 12,75% ao ano. A simulação resultou em 360 parcelas fixas de R$ 4.368,03 (x 360 = R$ 1.572.490,80). Portanto, no período estimado, pagaríamos R$ 1.172.490,80 somente de juros. Vale ressaltar que, para um imóvel na cidade de São Paulo, a renda mínima exigida era de R$ 16.177,89.

Digamos que você tenha os 20% de entrada e tenha como pagar tal parcela de R$ 4.368,03. Ainda assim, é um bom negócio? Para achar a resposta, proponho outro exercício. Vamos alugar o imóvel de R$ 500.000,00. Seu aluguel, na mesma cidade, em um bairro desenvolvido, giraria em torno de R$ 2.500,00 a R$ 3.000,00. Então, para sermos conservadores no raciocínio, pagaremos R$ 3.000,00 de aluguel e a diferença entre o aluguel e a parcela (R$ 1.368,03), mais os R$ 100.000,00 de entrada, vamos aplicar no Tesouro Direto que nos renderá uma taxa líquida de 0,55 ao mês no período. Com isso, em 140 meses (11 anos e 8 meses), teríamos nossos R$ 502.861,09. Neste período, também teríamos pago R$ 420.000,00 em aluguéis.

Quem não tem imóvel deve alugar um de quem tem para morar. E quem não tem dinheiro deve alugar dinheiro de quem tem para satisfazer seu desejo de comprar. A cultura do brasileiro diz que aluguel é dinheiro jogado fora. Se você acredita nisso, então escolha o menor desperdício.

Diante deste raciocínio, surgem novos questionamentos como: (1) Mas não foi considerada a valorização do imóvel, (2) nem a inflação do período e (3) tão pouco a atualização do aluguel pelo IGP-M. De uma maneira simples, , vou responder a essas questões com outras perguntas:

Quem disse que imóvel só valoriza? Basta visitar o centro antigo das grandes capitais brasileiras que você verá muita coisa que, um dia, foi valorizada por preços muito baixos. O que valoriza um imóvel é o desenvolvimento do bairro ao seu redor. Se este bairro já estiver formado, provavelmente seus preços já estão próximos do pico com baixo potencial de elevação. O mesmo raciocínio de desenvolvimento deve ser levado para cidades do interior.

Outro ponto na questão da valorização é a conta errada usualmente feita. O comprador se convence que comprou por R$ 500.000,00, vende por R$ 1.500.000,00 após 30 anos, acha que está milionário e fez um grande negócio, triplicando seu capital. Mas repare que o preço pago foi de 100.000,00 de entrada mais R$ 1.572.490,80 nas parcelas, ou seja, R$ 1.672.490,80.

Não obstante, no ato da compra, ocorreram despesas com certidões, ITBI, registros e até taxa de avaliação que parecem ser convenientemente esquecidas pelos corretores dos stands de venda ao mostrarem o preço por metro quadrado do produto.

Para respondermos as perguntas dois e três, se formos atualizar os aluguéis, também teremos de atualizar as parcelas das prestações, além de atualizar monetariamente as aplicações financeiras. Ou seja, tudo fica no raciocínio de dinheiro de HOJE. Sem exercícios de adivinhação que, em nada, melhorariam a precisão dos cálculos.

Finalmente quero te dizer que SIM você pode ter seu imóvel. Escolha o caminho mais fácil para isso sem cair na armadilha de falsas crenças.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Prejuízo à vista

Algum tempo depois, estou escrevendo este post continuando o papo sobre pagamentos a vista ou pagamentos parcelados. Estou novamente em mora, mas antes tarde do que nunca. Prometo e cumpro, só não dentro do prazo...


Conforme comentado no post anterior, comprar a vista nem sempre é a melhor opção, embora na maioria da vezes seja. Cada caso deve ser analisado, e há determinadas situações em que, ao pagar a vista, você poderá sair no prejuízo.

Para a ocorrência dessas situações, é necessário que:

1. Você tenha uma poupança, de no mínimo o valor do bem que deseja comprar;

2. Que o valor do bem não seja muito menor que sua poupança;

3. Que o rendimento mensal de sua poupança seja igual ou maior do que a parcela que você pagaria caso divida o bem.

Por exemplo, você tem 30 mil reais guardados em um bom fundo de renda fixa, rendendo 1% a.m. Deseja comprar um carro, que está custando 30 mil reais. Pode comprá-lo a vista, ou pagar altos juros de 3% a.m., durante longos anos, em parcelas iguais de 300 reais.

Se você pagar a vista, evitará de pagar os altíssimos juros do exemplo. Terá o bem, mas perderá sua poupança.

No entanto, se você simplesmente ignorar que as taxas de juros são altas, e perceber que, a cada mês, sua poupança renderá 300 reais, justamente o suficiente para cobrir a parcela. Basta, então, programar um resgate automático mensal do seu fundo no valor de 300 reais, para pagamento da parcela. Ou seja, no final do mês seguinte da compra parcelada, por exemplo, sua poupança será 30.300 – 300 da parcela = 30.000. Ou seja, ao final dos longos anos, você terá o bem e sua poupança inteira, ao contrário do que se tivesse pagado a vista.

A situação é ainda mais clara se o rendimento mensal de sua poupança for maior do que o valor da parcela. Nesse caso, sua poupança continuará a aumentar mesmo subtraindo todo mês o valor relativo da parcela.

Quanto mais alto o valor de sua poupança, mais atrativa fica a operação. Por exemplo, se você tiver 1 milhão guardados e comprar um apartamento de 1 milhão a vista, não terá ganho efetivo algum. Entretanto, se você conseguir parcelá-lo de forma que as parcelas sejam iguais ou inferiores a 10 mil reais, você terá praticamente dobrado seu patrimônio. Terá adquirido o apartamento sem desembolsar dinheiro.

Agora é “só” conseguir juntar a poupança inicial....

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ExpoMoney Belo Horizonte: hoje e amanhã

Evento super interessante e gratuito, sobre finanças pessoais e investimentos, que acontece uma vez por ano, no Minas Centro.

Diversos stands e palestras.

Quem puder dar uma conferida, vale a pena!

http://www.expomoney.com.br/09/default.asp?evt=bhz

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

10 vezes sem juros?

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A princípio, é certo que pagar a vista é bem melhor do que pagar parcelado. Isto porque pagando a vista, evita-se de pagar os juros, além da possibilidade de obter descontos. No entanto, diversas ponderações são necessárias para ver se realmente vale pena, podendo chegar a casos extremos, como o que eu chamo de “prejuízo a vista”. Nessa situação de casos particulares, mesmo o parcelamento com juros torna-se mais vantajoso do que pagar a vista, conforme explicarei nos posts seguintes.

Antes de tudo, é importante lembrar que, pagar de “10 vezes sem juros” é, na maioria das vezes, uma mentira. Os juros já estão embutidos. Como é possível perceber isso? Basta fazer uma breve pesquisa de preços, e com certeza se achará a mesma mercadoria por um preço menor, para pagamento à vista. Sites de comparação de preços na internet são uma maneira fácil de se perceber isso. (Nota importante: por questões de segurança, só compre a vista na internet de sites extremamente conhecidos, e evite pagar por boleto bancário a todo custo, ok, Schmitt??? Vou escrever um artigo sobre isso futuramente. Se esquecer, me cobrem!)

Segue um exemplo real: Procurei no Buscapé a calculadora financeira HP 12C Gold. Achei, dentre outras ofertas:

R$ 219,00, de 12 x “sem acréscimo”, em uma loja.

R$ 189,00, de 9x “sem acréscimo”, em outra loja.

R$ 165,00, de 6x “sem acréscimo”, em uma terceira loja.

Percebem os juros embutidos? Embora sejam todas “sem acréscimo”, ao diminuir-se o número de parcelas diminui-se também o preço.

Por fim, encontrei a oferta mais barata de todas, imbatível:
R$ 144,99, a vista.

Conclusão: Se partirmos do pressuposto que o valor da calculadora a vista é R$ 144,99, e que podemos pagá-la de 12x totalizando R$ 219,00, a taxa de juros cobrada será nada menos do que 3,5% a.m. No caso do pagamento em 9x, a taxa é de 2,99% a.m. Por fim, se optarmos por pagar em 6x, a taxa fica em 2,18% a.m.

Inclusive, estou utilizando esta calculadora para fazer esses cálculos, mas a minha custou R$ 0,00 sem juros, pois foi gentilmente (e temporariamente) cedida pela Tetê, a Sogra Nota 10, até que eu me decida onde, por quanto e de quantas vezes comprar.

Retomando, será apenas coincidência que ao diminuirmos as parcelas as taxas de juros caírem? E vai um alerta importante: as taxas de juros ocultas, como as acima, são bem maiores do que as explícitas de mercado, que normalmente chegam a 1,99%.

A conclusão é: se algo estiver anunciado como dividido sem juros, chore um desconto para pagamento a vista, ou então procure outro estabelecimento que lhe venderá por um preço menor a vista.

No entanto, se o preço ofertado para pagamento em parcelas sem juros for realmente igual ou mais barato do que o restante das ofertas do mercado, você está frente a um parcelamento sem juros de verdade.

Nesse caso, vale a pena dividir de quantas vezes for possível, pois como o Zé afirmou, você fica com mais dinheiro “na carteira” para, por exemplo, pagar outras mercadorias a vista mais baratas e economizar. Ou então, para fazer uma aplicação do valor integral do bem (na poupança, por exemplo) e ir sacando as parcelas a cada mês, à medida que vencerem. No final dos pagamentos, você terá de sobra um dinheirinho, que, ainda que pouco, é dinheiro, e que não estaria lá se você tivesse pagado tudo a vista!

sábado, 25 de setembro de 2010

Ausência de posts e pergunta para refletir

Quase 1 mês sem post nenhum, que vergonha...

Sé é que serve de justificativa, o tempo foi realmente bastante apertado nesse último mês.

De qualquer forma, continua apertado, e venho aqui apenas lançar a seguinte pergunta que embasará o próximo post:

"Pagar a vista é melhor do que pagar parcelado?"

E aí, o que acham?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Tesouro Direto com facilidade

Sabemos que grande parte dos investimentos deve ser baseado em renda fixa, pois não devemos nos expor completamente às variações da renda variável. No entanto, os fundos oferecidos pelos bancos acabam nos desanimando, seja pela baixa rentabilidade seja pelo elevado valor das taxas de administração. Conforme mencionado em artigo anterior, o investimento em títulos do tesouro direto pode ser uma excelente saída.


Para investir em títulos, é necessário o uso de uma corretora de valores, as mesmas utilizadas para comprar e vender ações. Se o investidor não investe na Bolsa, e não é cliente de uma corretora, pode ficar desmotivado de comprar títulos, pois terá o trabalho de abrir uma conta, além de pagar DOC a cada transferência da sua conta corrente para sua conta na corretora.

Ocorre que todos os grandes bancos oferecem o serviço de corretora de valores, o que facilita imensamente a compra de títulos e evita os incômodos mencionados. Para investir no Tesouro Direto basta ir a sua agência, solicitar o “Código de Investidor” e assinar alguns papéis. Depois disso, é só acessar o home banking, sessão investimentos, escolher Tesouro Direto e fazer uma rápida adesão.

Por fim, interessante mencionar que o código de investidor serve também para comprar e vender ações na Bolsa, através de seu banco. No entanto, para esta operação, sugiro utilizar uma corretora especializada, por possuir ferramentas mais apropriadas, além de suporte didático/educativo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Qual a melhor hora de comprar a casa própria?

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Em comentário ao artigo "Para onde vai o preço dos imóveis?", publicado em abril neste blog, surgiu a discussão se comprar um imóvel seria realmente válido financeiramente falando. A resposta já foi antecipada: cada caso deve ser estudado, mas na maioria das vezes, não.

Em newsletter da Expomoney, li um artigo excelente e curto sobre o tema, escrito por Rogério Olegário. O artigo conta inclusive com um exemplo prático e numérico, e pode ser de grande valia para os leitores.

Segue o link, que vale os 5 minutos necessários para a leitura:

http://www.expomoney.com.br/newsnova/materia.asp?rregn=368&orig=eml