quinta-feira, 5 de julho de 2012

Renegociação de contratos de consumo


Reveja seus contratos de consumo regularmente: pelo menos a cada 6 meses, entre em contato com a central de atendimento da operadora do seu celular, do seu telefone fixo, da TV a cabo, da internet,... Recentemente, tive 2 excelentes exemplos de como uma simples ligação pode impactar diretamente no valor que você paga pelos serviços contratados.

O primeiro foi uma ligação para a TIM, porque estava achando minha conta de telefone muito cara. Liguei para a Central de Atendimento, disposto a passar por todos aqueles menus, chatices e gerundismos. Estava à caminho da FACE, na Federal, e coloquei o celular em viva voz e aproveito o trânsito para fazer as negociações. Resumidamente, informei à telefonista: "Estou achando minha conta cara. Você tem algum desconto que pode ser ativado para mim?" Ela respondeu: "Só um momento que vou estar verificando (é claro...)." Depois de alguns momentos, ela informa que havia sim um desconto disponível, de nada menos que R$ 90,00, o que representava aproximadamente 40 a 50% da minha conta mensal. Para ativar o desconto, logicamente tive que aguardar o sistema processar, o que durou uns uns 10 a 15 minutos, mas valeu a pena, não?

A outra oportunidade foi com relação à NET, da qual sou cliente de tv a cabo,  internet e telefonia fixa. Na conversa, descobri que havia um plano mais barato que o meu (20% mais barato), e que tinha mais canais que o meu!!! Ora, porque eu não soube disso antes? Provavelmente porque eu não tinha ligado, pois dificilmente eles me ligariam para me oferecer um plano melhor e mais barato, correto? Além disso, quando contratei o plano, para conseguir um preço melhor, era obrigado a fechar um plano telefônico com franquia de R$ 40,00, embora nunca usasse mais do que R$ 10,00. Descobri também que poderia mudar para outro plano, com franquia de R$ 15,00! Por fim, satisfeito, mas não tanto, joguei a velha tática do desconto disponível: bom, não havia desconto, mas consegui um ponto de tv a cabo adicional sem mensalidade, apenas pagando a instalação. Como já estava querendo outro ponto, aceitei, é claro...

O fornecedor dificilmente irá entrar em contato com o consumidor para oferecer algo melhor E mais barato. Por isso, é importante que se crie o hábito de regularmente tentar renegociar os contratos vigentes.

Alguém já passou por uma situação parecida?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Como escolher um sócio para começar um negócio


Busque alguém que complemente seus conhecimentos, mas também esteja disposto a se dedicar ao negócio

Priscila Zuini, do Portal Exame (www.exame.com)

17/04/2012 06:00

São Paulo – Apesar de ser possível abrir uma empresa sem sócios no Brasil hoje, a maioria dos empreendedores se une a alguém na hora de começar um negócio. Além de recomendável, esta é uma forma de dividir tarefas e responsabilidades. “É muito difícil começar um negócio sozinho, seja na busca por recursos, financiamentos ou know-how técnico”, diz Afonso Cozzi, coordenador do núcleo de empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

Muitas vezes, mais de um empreendedor já está envolvido no projeto e disposto a estabelecer sociedade. Mesmo assim, na hora de colocar tudo no papel, é importante pensar e decidir com calma como será essa relação. “Duas cabeças pensam melhor do que uma e podem dividir responsabilidades, direitos e tarefas”, afirma Paulo Melchor, consultor jurídico do Sebrae São Paulo.

1. Imagine um casamento

A sociedade para abrir uma empresa deve ser vista como um casamento. Dividir tarefas e estar pronto para se comunicar de forma clara é essencial. “Sócios ficam mais tempo um com o outro do que com a própria família. Ter sócio é como ter uma família”, compara Cozzi.

O primeiro passo é alinhar as expectativas e também os valores. “A empresa exige muito dos sócios. Quando abre, é uma relação de amor incrível, mas é certo que vão encontrar dificuldades no caminho”, diz Melchor. A base de valores precisa ser muito próxima. “É difícil dar certo se não acreditar nos mesmos valores”, ressalta Cozzi.

2. Pense bem no sócio-parente

Virar sócio de um parente é muito comum. É a família que geralmente primeiro aposta no negócio e dá força para a empresa dar certo. A questão é que, muitas vezes, a família também pode ser responsável pelo fim da empresa. “Ser parente não é defeito, mas pode ser um ponto negativo”, alerta Cozzi.

Segundo os especialistas, a relação entre sócios precisa ser independente da relação com os familiares, o que é bastante difícil no dia a dia da empresa. “Em sociedades familiares, é comum cometer erros. As relações familiares não podem ser levadas para a empresa e vice versa”, diz Melchor. Para ele, a relação entre os sócios é complexa. “Não deve ter valor sentimental. É lucro”, afirma.

3. Complementem-se

Não é só afinidade e capital que devem formar o grupo de sócios. Assim como em uma equipe, buscar características complementares é essencial. “Busque no outro alguém de confiança e que faça algo que você não faz para que haja complementariedade”, diz Melchor.

Depois de alinhar valores e expectativas, veja em quais áreas da empresa os sócios poderão se sair melhor. Não adianta ter muitos sócios que entendam da área técnica e nenhum que possa acompanhar a gestão. “Buscar pessoas com expectativas parecidas e informação e também formação semelhantes”, aconselha Cozzi.

Os sócios devem se apoiar em pontos fortes diferentes. “Não é buscar alguém que seja igualzinho”, diz o coordenador da Fundação Dom Cabral. Há, no entanto, uma característica em comum que todos os sócios devem ter: transparência. “Precisa de muita comunicação. Não pode ser uma coisa de jogo de esconde-esconde. Tem que ter muita transparência”, diz.

4. Faça bons contratos

Na hora da empolgação, muitos empresários se esquecem de como é essencial ter um contrato de sociedade bem feito e que proteja todas as partes. “É importante ter uma base bem construída, com contratos legal e social bem feitos e um acordo de acionistas”, ensina Cozzi.

Dividir como será a participação de cada um dos sócios é importante para evitar problemas em casos de vendas ou na hora de desfazer a sociedade. “No começo tudo são flores. O problema começa quando tem dinheiro de mais ou de menos. É importante estabelecer bem quem ganha o que. É normal ter funções e remunerações diferentes”, explica.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Planilha de gastos sozinha não adianta

A planilha de controle de gastos é fundamental e indispensável para o controle e para o planejamento financeiro pessoal. O registro de todos os gastos, independente de seu valor, divididos por categoria (alimentação, saúde, transporte, etc) é importantíssimo para percebermos para onde vão nossas receitas. Entretanto, apenas alimentar a planilha lançando todos os valores não é suficiente. É necessário interpretá-los.

Um conjunto de números divididos em categorias em uma planilha são apenas dados. Isto é, não dizem muita coisa. Para torná-los úteis ao controle e ao planejamento financeiro, é preciso transformá-los em informação. Há vários caminhos para transformar os dados da planilha em informação: um deles é elaborar gráficos "pizza", em percentual, para perceber qual categoria é mais representativa em nosso orçamento. Outra forma é comparar a quantidade de lançamentos em uma categoria com seu valor total, para fins de perceber se o corte desse gasto será eficiente ou não. Por exemplo, se determinado gasto tem vários lançamentos, mas seu valor final não é expressivo, o corte desse gasto provavelmente representará um grande sacrifício para uma pequena economia. Exemplo: um gasto diário de lanche, de R$ 2,00. Por outro lado, se um gasto tem apenas 2 ou 3 lançamentos, mas representa um montante considerável, pode ser que seu corte não represente um sacrifício tão grande, em contrapartida a uma boa economia. Exemplo: uma ida a cada 10 dias em um restaurante de luxo. É também interessante, talvez indispensável, usar a criatividade na análise dos dados da planilha. Dessa forma, vale pegar uma folha de rascunho e escrever informações à mão, fazer desenhos, infográficos, e qualquer outro rabisco que a imaginação exigir e que for nos ajudar a literalmente enxergar a nossa situação financeira no momento.

Por fim, importante reforçar que existem infinitas formas de trabalhar os dados da planilha para transformá-los em informações úteis ao controle financeiro. O importante é saber que essa é a parte realmente útil da planilha, isto é, o momento em que a planilha faz algum sentido. Se não for para interpretar os números, pode ser que sequer valha a pena investir tempo digitando todos esses números...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Bolsa hoje x último post

Em 03 de agosto de 2011, postei que a Bolsa estava derretendo (56 mil pontos). Para quem não se desesperou, e manteve a estratégia, hoje o Ibovespa já está em torno de 64 mil pontos.

O ideal teria sido continuar as compras mensais desde agosto de 2011, para fazer um bom preço médio, isto é, comprar ações também na baixa para recuperar parte das perdas das entradas anteriores à queda do 2º semestre do ano passado. Entretanto, o máximo que consegui fazer foi não retirar, o que já é bom...

Reforço a ideia de que os investimentos na Bolsa devem visar o longo prazo, com aplicações regulares, independente de tendências de baixa ou alta. Até mesmo porque, da última vez em que tentei ganhar dinheiro no curto prazo, chegando a fazer 5 ou 6 operações por dia, me dei muito mal, rsrsrs. E olhem que foi em 2010, o ano em que a Bolsa disparou, subindo horrores!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Ganhos nas compras a prazo

Pagar a prazo, dividido em X vezes, ou no cartão de crédito é um excelente negócio do ponto de vista financeiro, pois o desembolso é postergado e o valor pode ser aplicado, render juros e acabar diminuindo o valor final pago pelo bem. No entanto, o raciocínio só é válido se:

a. A venda não tenha juros, incluindo-se os juros embutidos. Isto é, um fornecedor lhe oferece uma esteira ergométrica por R$ 2.000,00, para pagamento em 30 dias, sem juros. No entanto, você pesquisa, e descobre que o concorrente dele oferece a mesma esteira por R$ 1.950,00, mas somente para pagamento à vista. Ou seja, caso você compre a esteira no primeiro fornecedor, estará pagando R$ 50,00 de juros embutidos, aproximadamente 2,5% a.m. Atenção: é importante que o fornecedor concorrente seja confiável, principalmente se a compra for online. Pagar à vista em compras na internet de fornecedores desconhecidos pode ser uma incrível roubada, no sentido literal da palavra.

b. O controle financeiro do comprador esteja perfeitamente funcional. Para aumentar o ganho financeiro com as compras sem juros, é necessário volume. Não adianta muito pagar praticamente tudo à vista, e ter um ganho financeiro total de aproximadamente R$ 11,00, apenas na compra da esteira (se os R$ 2.000,00 fossem mantidos em uma conta-poupança, por exemplo). Nesse sentido, é necessário aproveitar todas as oportunidades de compras a prazo. No entanto, uma coisa é parcelar e controlar pagamentos de uma ou duas compras. Outra coisa é comprar tudo com seu cartão de crédito (a ser tratado em outro post) e pagar tudo o que for possível divido em várias parcelas, e, ainda assim, manter o controle sobre todo esse fluxo de pagamentos. Se o comprador se perder nesses pagamentos, pode cometer um grande erro: o de gastar mais do que se têm e (ou) de comprometer a disponibilidade do seu dinheiro. Leia-se: o salário cai na conta e some até o dia "12" de cada mês.

c. O pagamento será depois, mas o dinheiro está reservado agora. Se o comprador vai pagar a esteira apenas mês que vem, os R$ 2.000,00 já devem ser considerados "gastos", e devem ser reservados na conta poupança ou transferidos para uma aplicação, até a data do efetivo desembolso. Não podemos gastar esse dinheiro, pois não só anularíamos o ganho financeiro como estaríamos nos endividando: teríamos gastado R$  2 mil que não são mais nossos, pois "já são" do fornecedor da esteira, que apenas prorrogou nosso desembolso. Devemos ter em mente que a conta só vem mês que vem, mas o dinheiro já está gasto, já tem outro dono, e está apenas emprestado (sem juros) conosco até a data do pagamento.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tradicional início do ano

Estamos no final de março, saindo do tradicional aperto do início de ano... Aperto esse que não deveria ocorrer para quem se planeja financeiramente, pois conforme colocado no primeiro post desse blog, as despesas do início do ano não pertencem apenas ao início do ano, mas ao ano inteiro. Por essa razão, ao longo do ano devemos economizar especificamente para pagar essas despesas "extras".

Relendo o post, é realmente interessante como aplicar o planejamento é muito mais difícil que elaborá-lo (obviamente...). Minha dica, em janeiro de 2010 foi exatamente: "Aproveite este mês de janeiro para separar e anotar todas as contas “extras”. Some o IPTU, IPVA, contribuição do conselho e faça a divisão do valor total por 12. O resultado é o valor aproximado que deve ser guardado a cada mês para que o janeiro de 2011 não seja o mesmo sufoco. Mas atenção! Não deixe o dinheiro parado na conta corrente, pois além de não render, certamente acabará sendo gasto sem nem mesmo notarmos. Deposite as quantias rigorosamente após o recebimento do salário mensal em uma nova poupança, um novo fundo de renda fixa, CDB ou investimento similar de seu banco. Assim, o dinheiro ficará reservado, e até mesmo renderá alguns trocados para aliviar ainda mais o início do ano seguinte."

Meu conselho não foi aplicado durante o ano de 2010. Ainda assim, janeiro de 2011 não foi tão apertado, pois ainda estava morando com meus pais, e não tinha assumido integralmente todas as minhas despesas.

Em janeiro 2012, a história foi outra! Durante 2011, não guardei/apliquei as parcelas de 1/12, conforme sugeri, e fui obrigado a pagar parcelado o IPTU e o IPVA. Embora o valor do desconto do IPVA, em reais, não fosse muito expressivo, em percentual já vimos que é. O fato é que, além de pagar dividido, ainda assim me apertei com as parcelas nos primeiros meses do ano! Ou seja, a falta de aplicação do planejamento me custou alguns juros e ficar apertado...

Por que aplicar o planejamento é tão mais difícil?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Investindo em imóveis na Flórida


Aluguel à brasileira conquista os EUAEmpreendimentos imobiliários lançados em Miami têm atraído a atenção dos brasileiros. Locação de um apartamento de dois quartos sai a partir de US$ 1,1 mil


Paola Carvalho - Estado de Minas
Publicação: 24/10/2011 06:29 Atualização:

Empreendimentos imobiliários lançados em Miami têm atraído a atenção dos brasileiros. Locação de um apartamento de dois quartos sai a partir de US$ 1,1 mil  (Doug Castanedo/Divulgação)
Empreendimentos imobiliários lançados em Miami têm atraído a atenção dos brasileiros. Locação de um apartamento de dois quartos sai a partir de US$ 1,1 mil

Brasileiros invertem os papéis e passam a alugar imóveis na Flórida para americanos que sofrem com a crise econômica e não têm mais condições de pagar pela casa própria. Comprar um apartamento em Miami não estava nos planos do empresário brasileiro do ramo de tecnologia da informação Marcelo Ribeiro. Uma viagem com família para o balneário de luxo em maio passado, contudo, o fez mudar de ideia. “Enxerguei uma oportunidade de investimento”, diz.


O que convenceu Ribeiro a comprar um apartamento de US$ 900 mil no edifício Trump Towers em Sunny Isles, vizinha de Miami Beach, foi o preço inferior ao do período pré-crise e a quase certa valorização do câmbio e também do imóvel no curto prazo. “O metro quadrado em um bairro nobre de São Paulo custa mais de R$ 10 mil, e em Miami não chega a R$ 6 mil, fazendo as conversões de valores e medidas”, disse Ribeiro. O aluguel do apartamento de três quartos – de frente para o mar, com manobrista e concierge – é de pelo menos US$ 3,5 mil.


Aluguel não era alternativa para os americanos porque conseguir financiamento era muito fácil. Com a crise desencadeada pela quebra do Lehman Brothers, em setembro de 2008, o crédito evaporou, dificultando a vida de quem ainda não tinha uma casa em seu nome. Alugar de brasileiro era menos cogitado ainda.


O economista Ricardo Ramos, que já investe em ações e outros produtos financeiros, comprou à vista um apartamento de US$ 310 mil e demorou menos de um mês para alugá-lo por US$ 1,8 mil a um americano. “Comprei no momento em que o dólar estava a R$ 1,57, os preços dos imóveis com redução de pelo menos 40% lá. Paguei o mesmo preço de um apartamento em Florianópolis (SC), de onde gosto muito. É uma tendência alugar para americanos porque o acesso a crédito está restrito para eles”, afirma.


Cássio Faccin, diretor-executivo da Faccin Investimentos, que assessora investidores brasileiros nos Estados Unidos há 10 anos, destaca que os preços dos imóveis sofreram redução de até 60% em razão de três fatores principais: falta de crédito dos bancos para financiamento; aumento da oferta de imóveis à venda, sobretudo de lançamentos; e alta quantidade de foreclosures, imóveis tomados por bancos. “Os preços dos imóveis caíram, o comprador estrangeiro tem acesso ao financiamento, a economia brasileira está num bom momento, é fácil alugar com retorno líquido acima de 0,7% ao mês, e o custo de viajar para Miami é cada vez mais baixo”, exemplificou.


“O americano não consegue financiamento, mas se qualifica para alugar, dando início a um mercado que antes não existia. Por outro lado, a classe média brasileira ganhou poder de compra para fazer um investimento desse”, afirmou Gabriela Haddad, presidente do Halmoral Group, que presta consultoria para compra de imóveis no exterior. Esse movimento começou no ano passado e vem ganhando força, diz Luciano Tedesco, corretor brasileiro de imóveis em Miami. “Tenho clientes brasileiros que estão comprando comigo pela internet, sem nunca ter visitado o imóvel e nem mesmo ter vindo à Flórida. Não tenho nenhum imóvel que tenha ficado mais de três meses vazio.”


BOA LOCALIZAÇÃO 
O preço, como em qualquer lugar no mundo, depende da localização e do que o imóvel oferece. De acordo com os corretores, um apartamento em bairro de classe média de dois quartos e dois banheiros em condomínio fechado, com piscina, academia de ginástica, quadra de tênis, custa de US$ 85 mil a US$ 120 mil. Pode ser alugado entre US$ 1,1 mil e US$ 1,3 mil. Já em uma localização de classe alta, o apartamento de dois quartos e dois banheiros está na faixa entre US$ 300 mil e US$ 600 mil, com aluguéis de US$ 2 mil a US$ 2,5 mil.


Outro corretor brasileiro, Folko Weltzien, acredita que, se seguir a atual tendência, o valor do imóvel pode dobrar em cinco anos, além de ter a renda mensal do aluguel. “No momento, os bancos acham arriscado emprestar, o que acaba fomentando o mercado de aluguel. Mas daqui alguns anos a demanda de compra vai estourar e, consequentemente, elevar os preços dos imóveis”, explica. Ele destacou ainda que os bancos vendem imóveis tomados com cerca de 30% de deságio em seus preços.
Os brasileiros não perdem tempo. O comprador estrangeiro representa 60% das vendas no estado de Miami, nos últimos 12 meses até setembro, segundo a associação dos corretores da Flórida. Desse total, os investidores do Brasil respondem por 75%. Apesar de ser interessante, como todo negócio a aquisição e a locação merecem atenção. Existem empresas imobiliárias internacionais e locais que fazem propagandas enganosas para atrair compradores.


enquanto isso...


…HÁ EXPANSÃO NACIONAL
O sistema financeiro brasileiro emprestou R$ 1,9 trilhão no acumulado deste ano até agosto, o equivalente a 47,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em 2008, o resultado para todo o ano foi de R$ 1,2 trilhão (40,8%), e em 2000, R$ 319 bilhões (27%). “Em nenhum outro país, o volume de recursos concedidos cresceu tanto e tão rapidamente”, afirma José Paschoal Rossetti, professor da Fundação Dom Cabral (FDC). As operações de crédito feitas por pessoas físicas são as de maior participação (31,8%), seguidas da indústria (20,7%). A inadimplência, ainda em 2011 até agosto, foi de R$ 65,7 bilhões, somente 3,48% do total tomado. Sendo que as previsões feitas pelos bancos representam 5,63% do montante. “O sistema financeiro está sempre em risco, mas em princípio o nível é baixo. O aumento da inadimplência, porém, não é sinal confortável”, diz Rossetti.


ORIENTAÇÕES E ALERTAS


O que é preciso saber para comprar um imóvel na Flórida


>> Incentivos governamentais: há planos de financiamento exclusivos para estrangeiros.
>> Região: cidades próximas a Miami, mais a oeste, e de preferência em Broward County, onde os imóveis e taxas são mais baixos.
>> Custos: ao contrário do Brasil, é o dono do imóvel quem paga o condomínio e impostos, como o IPTU, reduzindo o lucro com o aluguel.
>> Financiamento: não é regra, mas geralmente autorizado para compras superiores a US$ 150 mil e com entrada de 40% do valor total.
>> Bancos: há agências bancárias interligadas com o sistema financeiro brasileiro, como o HSBC, por exemplo.
>> Compra à vista: é mais rápida e menos burocrática, mas não necessariamente mais interessante que um financiamento com juros de 5% ao ano.
>> Venda regular: o preço que o dono do imóvel pede, e que você vai financiar, não precisa de aprovação do banco ou da financiadora.
>> Extras: procure imóvel com preço em torno de 7% a menos do que você está disposto a gastar, pois existem taxas a serem pagas.
>> Sem barganha: não importa se você vai pagar à vista ou financiado, pois no ato da compra o vendedor receberá o total em dinheiro, seja de você ou do banco que irá te financiar. A vantagem de quitar o imóvel à vista está em arcar com menos taxas.
>> Idoneidade: é grande o número de corretores brasileiros e propagandas para venda de imóveis a estrangeiros. Peça indicações e confira as credenciais do profissional.
Fontes: Imobiliárias

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tesouro Direto mais uma vez!

Pessoal,

2 meses depois, segue uma notícia interessante sobre Tesouro Direto. Continuo reforçando que acho esta opção a melhor de todas de renda fixa, disparado.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/991752-tesouro-direto-vai-reduzir-aplicacao-minima-para-r-30-em-2012.shtml

Abraços!