sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Renegociação de contratos de consumo - 2


Há alguns dias, um operador da NET entrou em contato com a Sara e ofereceu para ela um upgrade no nosso pacote de TV a cabo: por apenas R$ 10,00 a  mais por mês, teríamos NET HD. Como muitas vezes essas aparentes promoções são, na verdade, uma grande furada, a Sara falou que iria pensar e depois decidiria. Conversamos que achamos que valeria a pena sim, se as condições fossem realmente essas.

Ligamos para a NET, e não havia mais a promoção, apenas o pacote "normal", que ficaria R$ 20,00 a mais por mês. Não é por amarração, mas já que existia uma promoção, por que aceitar o pacote normal? Falamos então que pensaríamos, e que retornassem no dia seguinte.

No próximo contato, informei ao atendente que não queria, que só queria se fosse promoção. Ele devolveu, informando que a promoção de R$ 10,00 não estava mais disponível, mas que ele poderia me dar um desconto de R$ 40,00 no plano HD por seis meses. Fiz as contas e percebi que esse desconto de R$ 40,00  ficaria exatos R$ 20,00 mais baratos que o meu plano atual, e que, depois que a promoção acabasse, ficaria exatos R$ 20,00 mais caros. Ou seja, no período de um ano, o plano HD saiu de graça, pelo exato preço do plano antigo. Basta fazer as contas: 6 meses pagando menos 20, e 6 meses pagando mais 20.

Conclusão: no final das contas, a promoção inicial de R$ 10,00 a mais acabou sendo uma furada, se comparado à segunda oferta, que saiu pelo mesmo preço. Só me pergunto se eles têm ideia disso... No mínimo curioso...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Rio de Janeiro: campeão olímpico em preços de imóveis?


Raquel Rolnik, em: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/rio-janeiro-campe%C3%A3o-ol%C3%ADmpico-em-pre%C3%A7os-im%C3%B3veis-181106007.html

Ao que parece, o tema da escalada dos preços dos imóveis no mercado imobiliário do Rio de Janeiro entrou definitivamente na agenda, ao menos nas temáticas consideradas relevantes pelo núcleo de novelas da Rede Globo... Há exatamente um ano, Carol, a personagem de Camila Pitanga na novela "Insensato Coração", enfrentou um problemão na hora de alugar um apartamento na zona sul do Rio. Os altos preços dos imóveis, causados pelo boom do mercado imobiliário, quase viraram motivo de crise conjugal entre Carol e André, o personagem de Lázaro Ramos.

Agora é a vez de Monalisa, personagem vivida por Heloísa Périssé em "Avenida Brasil", de passar pela mesma situação. No capítulo desta terça feira (30), a cabeleireira suburbana visitou o apartamento que pretende comprar na zona sul e quase caiu pra trás quando ficou sabendo o valor do imóvel: "Milhões? No plural? Por umas paredes e um piso de madeira velha?". O que Monalisa não sabe é que o boom do mercado imobiliário está diretamente ligado à explosão de investimentos e ao marketing em torno da cidade do Rio de Janeiro, catapultados pela Copa e Olimpíadas, além de também refletir, como em outras cidades brasileiras, condições mais gerais do país, como a abundância de crédito habitacional e o crescimento econômico.

Em 2011, o mercado imobiliário na cidade do Rio de Janeiro teve um aumento de 44% em relação ao ano de 2010, foi o maior aumento do setor no país. Entre 2001 e 2010, este aumento chegou a 700%. Em declaração à imprensa, o Sindicato da Indústria da Construção no Rio de Janeiro (Secovi-RJ) avalia que "os preços tendem a se estabilizar, mas não vão descer de patamar".
Este boom imobiliário é mais intenso justamente nas áreas que são objeto de investimentos para a preparação da cidade para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016: de acordo com o Secovi, bairros como Barra da Tijuca, centro, Deodoro, Jacarepaguá, Maracanã e Tijuca tiveram as mais altas valorizações do mercado por conta de sua proximidade com os locais de competição. O corredor olímpico, entre a Barra da Tijuca e o Recreio, valorizou 50% em 2010, concentrando o maior número de lançamentos de imóveis.

Eu diria ainda que, com a aproximação da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, é possível que a situação piore. Aliás, atualmente, o que mais ouvimos quando algo vai mal — nos aeroportos, nos congestionamentos ou nos trens superlotados, por exemplo — é: "imagina na Copa e nas Olimpíadas?". Parece que a piada serve também para o mercado imobiliário carioca... que, basicamente, em 2016, poderá apresentar dois cenários: alcançar patamares nunca antes atingidos na história deste país, ou estar vivendo o chamado bust, ou a crise, amarga, que vem depois do boom. É o que hoje estamos vendo acontecer nos EUA e na Espanha..

terça-feira, 17 de julho de 2012

Um fundo de renda fixa no fim do túnel


Sempre grande defensor dos títulos do tesouro direto como salvação dos investimentos em renda fixa, recentemente tenho me frustrado ao entrar no site do Tesouro Direito para investir em títulos... Os sucessivos cortes na taxa de juros tornaram a rentabilidade dos títulos menos atrativa. Onde antes se achava títulos remunerados a uma taxa de 13 a 15 %, hoje em dia apenas se acha taxas por volta de 9, 10%.

Almoçando, um amigo me falou que estava investindo em um fundo de renda fixa do HSBC (HSBC FI Renda Fixa LP Preços), cuja rentabilidade estava em torno de 20% ao ano. Acreditando que ele estava delirando, falei que não era possível, a não ser que fosse um fundo multimercado, ou algo do gênero. Não havia possibilidade do fundo apresentar esse rendimento se não houvesse uma parcela considerável de renda variável dentro dele, o que, logicamente, aumentaria seu risco. No entanto, meu amigo me garantiu que era um fundo de renda fixa, inclusive com classificação de risco "média". Bom, nenhum fundo com investimentos em renda variável tem classificação de risco "média", então tratei de pedir a ele que me enviasse as especificações do fundo.

Ao pesquisar sobre o fundo, fiquei um tanto espantado. O fundo está tão atrativo que está levemente assustador. Não há nenhuma pegadinha?

Normalmente, os fundos de investimento tem um benchmark. O benchmark de um fundo é geralmente um índice referência, ou seja, o objetivo do fundo é superar o índice de referência. Sobre a rentabilidade que ultrapassar esse índice de referência, costuma-se cobrar uma taxa de performance, de 20%, por exemplo. Isto é, uma vez atingida a rentabilidade X proposta, 80% são seus e 20% da instituição gestora do fundo.

O benchmark do fundo é o IMA-B, um índice calculado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Esse índice considera as taxas de remuneração do título do tesouro LTN-B, e nos últimos 12 meses acumulou aproximadamente 24% (!!). A discrepância entre os valores percentuais de remuneração das LTN-Bs que estão à venda hoje, e o índice IMA-B se deve, dentre outros fatores, ao fato de que o IMA-B leva em consideração LTN-Bs que já foram emitidas no passado, e que não estão à venda no site do Tesouro atualmente. Como, no passado, a taxa de juros básica da economia já foi muito mais alta do que a atual, já foram emitidas LTN-Bs com rendimentos muito superiores, como por exemplo 25%, 30% a.a. Por isso o IMA-B representa um percentual muito mais elevado.

Enfim, entendido que o benchmark do fundo em questão é o IMA-B, basta dizer que o fundo mescla investimentos em títulos públicos e privados, e tem superado o IMA-B em aproximadamente 2%. A taxa de administração do fundo é de 0,5%, o valor mínimo para aplicação é de R$ 15.000,00 e a taxa de performance (sobre o que superar o IMA-B é de 20%).

Bom, nem precisa dizer que rentabilidades passadas não garantem rentabilidades futuras, e que o fundo pode a partir de hoje passar a apresentar uma rentabilidade terrível, mas enfim... Parece que estamos diante de uma possibilidade de investimento em renda fixa com retornos superiores a 20% a.a.? Achei tão atrativo que fiquei até desconfiado... Alguém é investidor ou conhece esse fundo? Alguma experiência com relação a algum fundo parecido?

HSBC: Algum patrocínio pela propaganda para o fundo?

Para uma explicação didática sobre os títulos do tesouro e uma introdução ao IMA, acesse:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/download/edesp_ima_tpf.pdf

Para verificar a variação do IMA, acesse:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/rentabilidade.asp

Sobre o fundo:
http://www.hsbc.com.br/1/2/portal/pt/private-bank/nossas-solucoes/fundos-de-investimento/fundos-de-investimento-private/hsbc-fi-renda-fixa-precos

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Como garimpar oportunidades


Um pequeno texto para reflexão, do consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor de livros como "Dinheiro: os segredos de quem tem" e "Casais inteligentes enriquecem juntos".

16/07/2012 - 03h00
Como garimpar oportunidades - Gustavo Cerbasi

Que atire a primeira pedra quem nunca se frustrou ao buscar uma dica de investimentos aparentemente quente e, tempos depois, percebeu que fez uma péssima escolha.

Será que especialistas e imprensa especializada tentam ludibriar os menos experientes? Ou será que bons investimentos simplesmente deixam de ser bons quando pessoas comuns passam a optar por eles?

Aposte nessa segunda reflexão. Um bom investimento hoje provavelmente deixará de ser bom em um prazo não muito longo. Isso não é profecia, mas sim pura lógica econômica.

Os melhores investimentos provavelmente serão as maiores causas de frustrações para desavisados, simplesmente porque oportunidades têm prazo de validade.

Ganho fácil é aquilo que chamamos de oportunidade, pois é improvável que, sendo fácil, dure muito tempo.

Afinal, quanto maior a facilidade de ganhos que uma oportunidade traz, mais evidente ela é para empreendedores e investidores, e mais rapidamente atrairá interessados em aproveitá-la.

Quando muitas pessoas disputam uma oportunidade, ela se torna escassa e encarece, deixando de ser uma oportunidade. Em outras palavras, mostre-me um caminho fácil para ganhar dinheiro que eu consigo torná-lo difícil.

Essa é uma reflexão essencial para quem lida com escolhas de investimentos e negócios.

Se muitos investidores disputam imóveis em uma região que se valoriza, a própria disputa gera escassez, que faz os preços dos imóveis subirem.

Isso chama a atenção do mercado, atrai ainda mais investidores, criando preços desequilibrados, que em um segundo momento passam a despertar maior racionalidade e gerar desconfiança de que o desequilíbrio existe. Nesse momento, a oportunidade se esgotou.

Se os preços subiram demasiadamente, pode acontecer uma queda abrupta de preços, causando o que se chama de estouro da bolha.

Se a alta não for considerada muito absurda, os preços simplesmente estacionam em um certo patamar ou entram em um processo de declínio gradual por falta de interessados.

Esse fenômeno acontece com todo investimento que se torna uma moda. Pode ser no mercado de imóveis, de ações ou de qualquer outro ativo. Segundo a lei da oferta e da demanda, tudo o que está na moda tende à saturação.

Por isso, uma das principais regras de sucesso de quem investe ou pretende investir é se envolver cada vez mais com o mercado em que negocia seus ativos.

É importante acompanhar diferentes fontes de análise, frequentar eventos e cursos, trocar experiências com outros investidores e inovar na forma de estudar o desempenho da carteira de ativos.

Quanto mais envolvido estiver o investidor, mais apto estará a identificar oportunidades -as novas, e não as velhas que já estão perdendo força.

Isso não significa que não há saída para aqueles que têm pouca experiência com investimentos.

A velha recomendação estratégica continua válida: quanto menor seu envolvimento com investimentos, mais conservadora deve ser sua carteira.

Porém, com juros na casa de 8% ao ano e ganhos reais pouco acima de 2%, nem o mais conservador dos investidores deve se dar ao luxo de ter apenas recursos em renda fixa.

Os mais conservadores deveriam ter uma parcela pequena dos investimentos em mercados de renda variável, seja em ações, commodities ou pequenos imóveis, para poder sentir o oportuno desconforto do sobe e desce dos preços.

Por que oportuno? Porque as quedas de preços nos incomodam.

O incômodo deveria levar o investidor a buscar mais informações sobre a perda que afeta parte de sua carteira, e essas informações o conduziriam a oportunidades ainda em seu estágio inicial.

Daí viria o verdadeiro processo de enriquecimento, quando uma oportunidade de ganho fácil se mostra evidente e o investidor saca boa parte de sua renda fixa para comprá-la ainda barata.

Em tempos de juros baixos, oportunidades estão raras. Se você tem algo gerando resultados muito bons, tem em mãos um forte sinal de alerta.

Pode estar chegando a hora de se desfazer desse ótimo ativo e buscar a próxima oportunidade.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gustavocerbasi/1120651-como-garimpar-oportunidades.shtml

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Renegociação de contratos de consumo


Reveja seus contratos de consumo regularmente: pelo menos a cada 6 meses, entre em contato com a central de atendimento da operadora do seu celular, do seu telefone fixo, da TV a cabo, da internet,... Recentemente, tive 2 excelentes exemplos de como uma simples ligação pode impactar diretamente no valor que você paga pelos serviços contratados.

O primeiro foi uma ligação para a TIM, porque estava achando minha conta de telefone muito cara. Liguei para a Central de Atendimento, disposto a passar por todos aqueles menus, chatices e gerundismos. Estava à caminho da FACE, na Federal, e coloquei o celular em viva voz e aproveito o trânsito para fazer as negociações. Resumidamente, informei à telefonista: "Estou achando minha conta cara. Você tem algum desconto que pode ser ativado para mim?" Ela respondeu: "Só um momento que vou estar verificando (é claro...)." Depois de alguns momentos, ela informa que havia sim um desconto disponível, de nada menos que R$ 90,00, o que representava aproximadamente 40 a 50% da minha conta mensal. Para ativar o desconto, logicamente tive que aguardar o sistema processar, o que durou uns uns 10 a 15 minutos, mas valeu a pena, não?

A outra oportunidade foi com relação à NET, da qual sou cliente de tv a cabo,  internet e telefonia fixa. Na conversa, descobri que havia um plano mais barato que o meu (20% mais barato), e que tinha mais canais que o meu!!! Ora, porque eu não soube disso antes? Provavelmente porque eu não tinha ligado, pois dificilmente eles me ligariam para me oferecer um plano melhor e mais barato, correto? Além disso, quando contratei o plano, para conseguir um preço melhor, era obrigado a fechar um plano telefônico com franquia de R$ 40,00, embora nunca usasse mais do que R$ 10,00. Descobri também que poderia mudar para outro plano, com franquia de R$ 15,00! Por fim, satisfeito, mas não tanto, joguei a velha tática do desconto disponível: bom, não havia desconto, mas consegui um ponto de tv a cabo adicional sem mensalidade, apenas pagando a instalação. Como já estava querendo outro ponto, aceitei, é claro...

O fornecedor dificilmente irá entrar em contato com o consumidor para oferecer algo melhor E mais barato. Por isso, é importante que se crie o hábito de regularmente tentar renegociar os contratos vigentes.

Alguém já passou por uma situação parecida?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Como escolher um sócio para começar um negócio


Busque alguém que complemente seus conhecimentos, mas também esteja disposto a se dedicar ao negócio

Priscila Zuini, do Portal Exame (www.exame.com)

17/04/2012 06:00

São Paulo – Apesar de ser possível abrir uma empresa sem sócios no Brasil hoje, a maioria dos empreendedores se une a alguém na hora de começar um negócio. Além de recomendável, esta é uma forma de dividir tarefas e responsabilidades. “É muito difícil começar um negócio sozinho, seja na busca por recursos, financiamentos ou know-how técnico”, diz Afonso Cozzi, coordenador do núcleo de empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

Muitas vezes, mais de um empreendedor já está envolvido no projeto e disposto a estabelecer sociedade. Mesmo assim, na hora de colocar tudo no papel, é importante pensar e decidir com calma como será essa relação. “Duas cabeças pensam melhor do que uma e podem dividir responsabilidades, direitos e tarefas”, afirma Paulo Melchor, consultor jurídico do Sebrae São Paulo.

1. Imagine um casamento

A sociedade para abrir uma empresa deve ser vista como um casamento. Dividir tarefas e estar pronto para se comunicar de forma clara é essencial. “Sócios ficam mais tempo um com o outro do que com a própria família. Ter sócio é como ter uma família”, compara Cozzi.

O primeiro passo é alinhar as expectativas e também os valores. “A empresa exige muito dos sócios. Quando abre, é uma relação de amor incrível, mas é certo que vão encontrar dificuldades no caminho”, diz Melchor. A base de valores precisa ser muito próxima. “É difícil dar certo se não acreditar nos mesmos valores”, ressalta Cozzi.

2. Pense bem no sócio-parente

Virar sócio de um parente é muito comum. É a família que geralmente primeiro aposta no negócio e dá força para a empresa dar certo. A questão é que, muitas vezes, a família também pode ser responsável pelo fim da empresa. “Ser parente não é defeito, mas pode ser um ponto negativo”, alerta Cozzi.

Segundo os especialistas, a relação entre sócios precisa ser independente da relação com os familiares, o que é bastante difícil no dia a dia da empresa. “Em sociedades familiares, é comum cometer erros. As relações familiares não podem ser levadas para a empresa e vice versa”, diz Melchor. Para ele, a relação entre os sócios é complexa. “Não deve ter valor sentimental. É lucro”, afirma.

3. Complementem-se

Não é só afinidade e capital que devem formar o grupo de sócios. Assim como em uma equipe, buscar características complementares é essencial. “Busque no outro alguém de confiança e que faça algo que você não faz para que haja complementariedade”, diz Melchor.

Depois de alinhar valores e expectativas, veja em quais áreas da empresa os sócios poderão se sair melhor. Não adianta ter muitos sócios que entendam da área técnica e nenhum que possa acompanhar a gestão. “Buscar pessoas com expectativas parecidas e informação e também formação semelhantes”, aconselha Cozzi.

Os sócios devem se apoiar em pontos fortes diferentes. “Não é buscar alguém que seja igualzinho”, diz o coordenador da Fundação Dom Cabral. Há, no entanto, uma característica em comum que todos os sócios devem ter: transparência. “Precisa de muita comunicação. Não pode ser uma coisa de jogo de esconde-esconde. Tem que ter muita transparência”, diz.

4. Faça bons contratos

Na hora da empolgação, muitos empresários se esquecem de como é essencial ter um contrato de sociedade bem feito e que proteja todas as partes. “É importante ter uma base bem construída, com contratos legal e social bem feitos e um acordo de acionistas”, ensina Cozzi.

Dividir como será a participação de cada um dos sócios é importante para evitar problemas em casos de vendas ou na hora de desfazer a sociedade. “No começo tudo são flores. O problema começa quando tem dinheiro de mais ou de menos. É importante estabelecer bem quem ganha o que. É normal ter funções e remunerações diferentes”, explica.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Planilha de gastos sozinha não adianta

A planilha de controle de gastos é fundamental e indispensável para o controle e para o planejamento financeiro pessoal. O registro de todos os gastos, independente de seu valor, divididos por categoria (alimentação, saúde, transporte, etc) é importantíssimo para percebermos para onde vão nossas receitas. Entretanto, apenas alimentar a planilha lançando todos os valores não é suficiente. É necessário interpretá-los.

Um conjunto de números divididos em categorias em uma planilha são apenas dados. Isto é, não dizem muita coisa. Para torná-los úteis ao controle e ao planejamento financeiro, é preciso transformá-los em informação. Há vários caminhos para transformar os dados da planilha em informação: um deles é elaborar gráficos "pizza", em percentual, para perceber qual categoria é mais representativa em nosso orçamento. Outra forma é comparar a quantidade de lançamentos em uma categoria com seu valor total, para fins de perceber se o corte desse gasto será eficiente ou não. Por exemplo, se determinado gasto tem vários lançamentos, mas seu valor final não é expressivo, o corte desse gasto provavelmente representará um grande sacrifício para uma pequena economia. Exemplo: um gasto diário de lanche, de R$ 2,00. Por outro lado, se um gasto tem apenas 2 ou 3 lançamentos, mas representa um montante considerável, pode ser que seu corte não represente um sacrifício tão grande, em contrapartida a uma boa economia. Exemplo: uma ida a cada 10 dias em um restaurante de luxo. É também interessante, talvez indispensável, usar a criatividade na análise dos dados da planilha. Dessa forma, vale pegar uma folha de rascunho e escrever informações à mão, fazer desenhos, infográficos, e qualquer outro rabisco que a imaginação exigir e que for nos ajudar a literalmente enxergar a nossa situação financeira no momento.

Por fim, importante reforçar que existem infinitas formas de trabalhar os dados da planilha para transformá-los em informações úteis ao controle financeiro. O importante é saber que essa é a parte realmente útil da planilha, isto é, o momento em que a planilha faz algum sentido. Se não for para interpretar os números, pode ser que sequer valha a pena investir tempo digitando todos esses números...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Bolsa hoje x último post

Em 03 de agosto de 2011, postei que a Bolsa estava derretendo (56 mil pontos). Para quem não se desesperou, e manteve a estratégia, hoje o Ibovespa já está em torno de 64 mil pontos.

O ideal teria sido continuar as compras mensais desde agosto de 2011, para fazer um bom preço médio, isto é, comprar ações também na baixa para recuperar parte das perdas das entradas anteriores à queda do 2º semestre do ano passado. Entretanto, o máximo que consegui fazer foi não retirar, o que já é bom...

Reforço a ideia de que os investimentos na Bolsa devem visar o longo prazo, com aplicações regulares, independente de tendências de baixa ou alta. Até mesmo porque, da última vez em que tentei ganhar dinheiro no curto prazo, chegando a fazer 5 ou 6 operações por dia, me dei muito mal, rsrsrs. E olhem que foi em 2010, o ano em que a Bolsa disparou, subindo horrores!