Não sabia, mas esse novo filme nacional é inspirado no livro "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos", do consultor financeiro Gustavo Cerbasi. Conforme a dica do meu irmão, é um assunto comum ao Ideias Financeiras e ao Padecin.
Segue a reportagem:
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/10/02/filme-inspirado-em-best-seller-ajuda-a-repernsar-financas-veja-dicas.jhtm
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Bolha imobiliária?
16/09/2012 - 04h20
Preço de imóvel é irreal e insustentável, diz estudo
GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA
DE BRASÍLIA
Estudo conduzido por dois pesquisadores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta "possibilidade concreta de existência de uma bolha no mercado de imóveis no Brasil", que pode estourar com a possível elevação futura dos juros.
Ou, em outras palavras, que a disparada dos preços de casas, terrenos e apartamentos nos últimos anos está resultando em valores irreais, incompatíveis com os movimentos de oferta e procura do mercado -e, portanto, insustentáveis.
Assinado pelos economistas Mário Jorge Mendonça e Adolfo Sachsida, o trabalho alimenta com novos argumentos a controvérsia instalada entre estudiosos, compradores e vendedores.
Os autores calculam que os preços tiveram alta de 165% na cidade do Rio de Janeiro e de 132% em São Paulo entre janeiro de 2008 e fevereiro deste ano, contra uma inflação de 25% no período.
Os autores calculam que os preços tiveram alta de 165% na cidade do Rio de Janeiro e de 132% em São Paulo entre janeiro de 2008 e fevereiro deste ano, contra uma inflação de 25% no período.
Com intervalos de tempo menores, em razão da indisponibilidade de dados mais antigos, também se constataram aumentos bem superiores à inflação em capitais como Recife, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza.
IMPULSO DO GOVERNO
Tradicionalmente, bolhas de preços são infladas pelo crescimento acelerado da oferta de crédito.
Esse crescimento aconteceu no setor habitacional brasileiro -com o impulso, enfatiza o estudo, de programas, incentivos e obras do governo federal.
"A insistência do governo em aquecer ainda mais um mercado imobiliário já aquecido só tende a piorar o resultado final", diz o texto.
Entre os exemplos citados estão, além dos juros favorecidos para o setor imobiliário, o programa Minha Casa, Minha Vida e os empreendimentos vinculados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.
Vinculado à Presidência da República, o Ipea não endossa essas conclusões. Em seu boletim "Conjuntura em Foco", o órgão argumenta que o volume de crédito no país ainda está muito longe dos 65% do Produto Interno Bruto contabilizados nos EUA.
Mas o próprio boletim mostra a rapidez da expansão dos financiamentos habitacionais brasileiros, que saltaram de 1,5%, em 2007, para mais de 5,5% do PIB neste ano.
BANCOS PÚBLICOS
Mendonça e Sachsida afirmam que, a partir do agravamento da crise internacional, no final de 2008, o crédito imobiliário tem crescido em ritmo superior ao do destinado a outros setores, especialmente nos bancos públicos.
Antes, a ampliação do crédito era puxada por bancos privados e privilegiava os setores industrial, rural, comercial e empréstimos diretos a pessoas físicas.
Segundo o estudo, a escalada dos preços dos imóveis tende a ser interrompida ou revertida com a alta dos juros, o que é esperado com a retomada do crescimento econômico e, mais ainda, com uma alta futura das taxas internacionais.
O texto diz que os efeitos de uma eventual crise no mercado imobiliário brasileiro não serão catastróficos como os do estouro da bolha americana, ponto de partida da crise global. "Contudo, não serão desprezíveis."
ASCENSÃO SOCIAL
Bolhas especulativas acontecem, pela definição mais usual, quando os preços sobem simplesmente porque os investidores e compradores acreditam que os preços subirão ainda mais no futuro.
Exemplos do gênero são mais comuns nos mercados de ações e imóveis, mas o primeiro caso documentado, no século 17, envolveu a mania por tulipas na Holanda.
Os preços subiram rapidamente e pessoas de todas as classes vendiam propriedades para investir nas flores. Depois de alguns anos, a bolha estourou, os preços caíram subitamente e inúmeros negociantes foram à falência.
Não é simples determinar se uma disparada de preços é uma bolha ou se está amparada em transformações da economia ou da sociedade.
No caso dos imóveis brasileiros, a alta pode ser resultado da ampliação da classe média nos últimos anos, possibilitada pela melhora do mercado de trabalho e pela ampliação dos programas de transferência de renda.
É o que defende um estudo produzido em 2010 pela MB Associados a pedido da associação dos bancos financiadores de imóveis. Por esse raciocínio, a ascensão social impulsionou a demanda em ritmo superior ao da oferta.
O texto não descartava, porém, a possibilidade de que a alta de preços se transformasse em bolha no futuro. E acrescentava que bolhas só podem ser determinadas com certeza quando estouram.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Planejamento e compra de imóvel
Planejamento evita que compra da casa própria vire um problema de difícil solução
Entre as despesas envolvidas entram até mesmo gastos com mudança para o imóvel e reformas
Júnia Leticia - Estado de Minas
Publicação: 26/08/2012 11:31 Atualização:
Especialistas afirmam que a maioria das pessoas não toma os devidos cuidados quando compra ou financia um imóvel
Para a maioria dos brasileiros, a compra da casa própria precisa ser realizada recorrendo a um financiamento. Mas não é raro ocorrerem descontroles que levam a um desequilíbrio nas finanças, acarretando o pagamento de juros e até mesmo comprometendo a quitação do bem.
A fim de evitar que isso ocorra, é preciso organização, como alerta o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Sílvio Saldanha, que aponta os erros mais comuns cometidos por quem recorre ao crédito imobiliário. “Atualmente, as pessoas que apresentam dificuldades ou problemas com a aquisição da casa própria são aquelas que compraram pela emoção, pelo impulso, sem planejamento financeiro”, afirma.
Ricardo Maurício, advogado do escritório Brettas & Reis, observa que a maioria das pessoas não tem a devida cautela quando compra ou financia um imóvel. O primeiro passo, segundo ele, é o planejamento. “As pessoas devem ter consciência de que estão contraindo uma dívida a ser paga em um longo prazo, com a incidência de juros, correção monetária e outras taxas. Por isso, deve-se verificar se a prestação cabe no orçamento familiar, contando ainda com a possibilidade de imprevistos, como a perda do emprego, entre outros”, aconselha.
O professor Cleidson Silva é uma das pessoas que foram surpreendidas com gastos com os quais não contava quando adquiriu seu apartamento no Bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, há sete anos. “Dei uma entrada com meu FGTS e outra na promessa de compra e venda. Só que não me preparei para as demais despesas, como reformas, mudança e taxas. Aí, tive de pegar empréstimos no banco e com familiares e somente há pouco tempo consegui me reequilibrar financeiramente”, conta.
CRÉDITO
Mas o advogado Ricardo Maurício chama a atenção para outro cuidado, que, por vezes, é esquecido. De acordo com ele, em algumas situações o contrato de promessa de compra e venda é assinado sem que a pessoa saiba se vai conseguir o crédito bancário, o que pode acarretar transtorno, uma vez que há previsão de multas. “Por fim, há casos em que o banco cobra uma taxa de juros elevada e o sistema de amortização da dívida não permite que o débito seja reduzido com o tempo, gerando uma dívida impagável.”
Entre os motivos para que esses erros ocorram, Sílvio Saldanha cita as condições de compra no mercado, associadas à facilidade de crédito e ajuda de programas do governo, que permitem adquirir imóveis na planta sem entrada, com subsídio governamental e taxas de juros baixíssimas. “Isso é muito convidativo. O consumidor só planeja o curto prazo e ignora que aquela dívida pode perdurar por décadas”, lembra.
As dificuldades para fazer uma análise técnica do contrato de financiamento assinado com a instituição financeira também podem levar a erro. “No momento do financiamento, o consumidor está em situação desprivilegiada em relação ao banco, tanto técnica quanto economicamente, quando concorda com cláusulas contratuais sem saber seu verdadeiro conteúdo, pois é leigo no assunto.”
Compra sem segredo
Para adquirir o imóvel dos sonho, o consumidor, geralmente, tem que recorrer ao crédito bancário. Para não correr riscos, o ideal é contar com a ajuda de especialista
Cautela, busca de informações, organização financeira, planejamento e consultoria com especialistas. Esse é o conjunto de fatores apontados pelo presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Sílvio Saldanha, para evitar transtornos no que se refere à obtenção de crédito imobiliário. Seguindo à risca essa receita, é possível fazer a melhor escolha na hora de comprar o imóvel.
O advogado Ricardo Maurício destaca a importância de se cercar de cuidados antes de assinar um contrato de financiamento imobiliário. “Com a ajuda de um especialista, recomenda-se fazer um cálculo para escolher o melhor plano de financiamento e que caiba no bolso.”
A orientação é que se consulte um advogado especialista no ramo imobiliário antes da assinatura do contrato, para que haja a prevenção de eventuais ilegalidades. “Financiar um imóvel é uma das decisões mais difíceis que uma pessoa pode tomar, pois envolve uma série de detalhes. Se a pessoa não for bem assessorada, poderá estar tomando uma atitude temerária, colocando em risco o patrimônio de uma vida”, diz Ricardo Maurício.
Ele recomenda que seja evitado, por exemplo, o sistema de amortização de dívida regido pala Tabela Price, “que inclui cobrança de juros sobre juros, prática ilegal segundo a legislação vigente. Nesse caso, deve-se optar pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), no qual os juros são reduzidos com o tempo e sempre uma parcela igual da dívida é quitada.”
Segundo o advogado, tudo deverá ser analisado: sistema de amortização, correção monetária, juros, outras espécies de taxas, seguro, entre outros. “Deve-se, também, elaborar um cálculo de evolução do financiamento para verificar determinadas desproporções ao longo do tempo. Esse trabalho deverá ser aliado a um planejamento financeiro por parte de quem compra para que o consumidor possa se cercar de todos os cuidados necessários à efetivação do negócio”, orienta Ricardo Maurício.
Outra informação importante se refere aos requisitos necessários para se ter acesso ao crédito. “A maioria dos bancos, nos contratos de financiamento imobiliário, exige que pelo menos 20% do valor total financiado seja pago à vista. Além disso, o consumidor deve limpar seu nome nos órgão de proteção ao crédito para seu financiamento ser aprovado.”
Se o imóvel estiver pronto, é necessária uma parcela razoável de entrada. No caso de compra na planta, além de ter de arcar com despesas de moradia até que o imóvel fique pronto, há os pagamentos que devem ser feitos para a construtora, como lembra Sílvio Saldanha.
Para que o crédito obtido – e, consequentemente, os juros – com a instituição financeira seja o menor possível, o conselho de Ricardo Maurício é que seja dada uma entrada com o maior valor possível. “O consumidor deve verificar se a prestação paga não compromete em mais de 35% o orçamento familiar”, acrescenta.
NEGOCIAÇÃO
Tomados esses cuidados, o próximo passo é pedir a um advogado que faça uma análise jurídica do contrato, para averiguar a existência de cláusulas abusivas, capazes de onerar exageradamente o consumidor. “Além disso, há que se fazer um cálculo minucioso e detalhado sobre a evolução do financiamento ao longo do tempo, para verificar a existência de alguma ilegalidade embutida nas prestações.”
Seguir essas orientações é de suma importância para que o mutuário não corra o risco de não conseguir pagar a dívida. “Segundo a legislação vigente, a inadimplência de três prestações do financiamento já é suficiente para a penhora e leilão do imóvel pelo banco. Por isso, caso o mutuário verifique que não terá condições de arcar com o pagamento das parcelas, poderá procurar o banco e propor um plano de refinanciamento”, diz Ricardo Maurício.
Apesar de essa ser uma solução amigável, pode não ser a melhor, pois o banco incrementará a cobrança de juros por meio desse aditivo contratual. “Em muitos casos, devido aos abusos perpetrados, deve-se buscar judicialmente a revisão do contrato para a adequação das parcelas.”
Ricardo Maurício informa que, mesmo que o imóvel esteja em leilão, há meios judiciais de anulá-lo ou impedi-lo de ocorrer. Isso porque, de acordo com o advogado, o processo que leva o bem a leilão não é legítimo. “Os bancos se utilizam da chamada execução extrajudicial, procedimento considerado ilegal pela Justiça.”
Para se chegar a um acordo, Sílvio Saldanha aponta como caminho ouvir todos os lados envolvidos: “O agente financeiro ou construtora que efetuou a venda/financiamento do imóvel para apurar alguma proposta ou solução e um profissional do direito que entenda dessa área. Assim, apresenta-se as opções administrativa e a judicial para sanar o problema.”
Para quem pretende comprar um imóvel
» Saiba onde está pisando
Não importa se o imóvel é novo ou usado. O mutuário deve checar a construtora e a imobiliária que intermediam a compra. O comprador tem o direito de pedir toda a comprovação de que o imóvel está legalmente registrado e com as obrigações em dia.
» Veja se o imóvel cabe no seu bolso
Dar o passo maior que a perna pode ser uma porta aberta para a futura inadimplência. Portanto, analise se o imóvel cabe no seu bolso. Para isso, a prestação mensal não deve passar de 35% da renda familiar.
» Guarde mais, financie menos
De acordo com consultores financeiros, o mutuário deve ter um terço do valor do imóvel para dar de entrada antes de pensar em contratar um financiamento. Assim, poderá encurtar o prazo da operação e reduzir a quantidade de juros a pagar.
» Compare bem as taxas de juros
As taxas de juros podem variar bastante de banco para banco. Por isso, é bom que o consumidor fique atento: faz muita diferença, por exemplo, pagar uma taxa de 9% para o banco A e de 12% para o banco B. Nesse caso, o cliente da instituição A pagará 25% menos que o mutuário que escolher a instituição B.
» Lembre-se das taxas
Não basta ter dinheiro apenas para pagar o financiamento. É preciso lembrar que existem custos com a transferência de propriedade do imóvel e também para o pagamento de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).
» Escolha o imóvel que você precisa
Analistas de mercado de imóveis dizem que o comprador deve imaginar sua vida num prazo de oito anos: dentro de alguns anos, vou estar casado, formar família, vou trabalhar na mesma área? É com base nessa perspectiva de mais longo prazo, e não nas necessidades imediatas, que a decisão de compra deve ser tomada.
Fonte: Ewerson Moraes, professor de finanças da Faculdade IBS/FGV
Júnia Leticia - Estado de Minas
Publicação: 26/08/2012 11:31 Atualização:
Especialistas afirmam que a maioria das pessoas não toma os devidos cuidados quando compra ou financia um imóvel
Para a maioria dos brasileiros, a compra da casa própria precisa ser realizada recorrendo a um financiamento. Mas não é raro ocorrerem descontroles que levam a um desequilíbrio nas finanças, acarretando o pagamento de juros e até mesmo comprometendo a quitação do bem.
A fim de evitar que isso ocorra, é preciso organização, como alerta o presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Sílvio Saldanha, que aponta os erros mais comuns cometidos por quem recorre ao crédito imobiliário. “Atualmente, as pessoas que apresentam dificuldades ou problemas com a aquisição da casa própria são aquelas que compraram pela emoção, pelo impulso, sem planejamento financeiro”, afirma.
Ricardo Maurício, advogado do escritório Brettas & Reis, observa que a maioria das pessoas não tem a devida cautela quando compra ou financia um imóvel. O primeiro passo, segundo ele, é o planejamento. “As pessoas devem ter consciência de que estão contraindo uma dívida a ser paga em um longo prazo, com a incidência de juros, correção monetária e outras taxas. Por isso, deve-se verificar se a prestação cabe no orçamento familiar, contando ainda com a possibilidade de imprevistos, como a perda do emprego, entre outros”, aconselha.
O professor Cleidson Silva é uma das pessoas que foram surpreendidas com gastos com os quais não contava quando adquiriu seu apartamento no Bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, há sete anos. “Dei uma entrada com meu FGTS e outra na promessa de compra e venda. Só que não me preparei para as demais despesas, como reformas, mudança e taxas. Aí, tive de pegar empréstimos no banco e com familiares e somente há pouco tempo consegui me reequilibrar financeiramente”, conta.
CRÉDITO
Mas o advogado Ricardo Maurício chama a atenção para outro cuidado, que, por vezes, é esquecido. De acordo com ele, em algumas situações o contrato de promessa de compra e venda é assinado sem que a pessoa saiba se vai conseguir o crédito bancário, o que pode acarretar transtorno, uma vez que há previsão de multas. “Por fim, há casos em que o banco cobra uma taxa de juros elevada e o sistema de amortização da dívida não permite que o débito seja reduzido com o tempo, gerando uma dívida impagável.”
Entre os motivos para que esses erros ocorram, Sílvio Saldanha cita as condições de compra no mercado, associadas à facilidade de crédito e ajuda de programas do governo, que permitem adquirir imóveis na planta sem entrada, com subsídio governamental e taxas de juros baixíssimas. “Isso é muito convidativo. O consumidor só planeja o curto prazo e ignora que aquela dívida pode perdurar por décadas”, lembra.
As dificuldades para fazer uma análise técnica do contrato de financiamento assinado com a instituição financeira também podem levar a erro. “No momento do financiamento, o consumidor está em situação desprivilegiada em relação ao banco, tanto técnica quanto economicamente, quando concorda com cláusulas contratuais sem saber seu verdadeiro conteúdo, pois é leigo no assunto.”
Compra sem segredo
Para adquirir o imóvel dos sonho, o consumidor, geralmente, tem que recorrer ao crédito bancário. Para não correr riscos, o ideal é contar com a ajuda de especialista
Cautela, busca de informações, organização financeira, planejamento e consultoria com especialistas. Esse é o conjunto de fatores apontados pelo presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Sílvio Saldanha, para evitar transtornos no que se refere à obtenção de crédito imobiliário. Seguindo à risca essa receita, é possível fazer a melhor escolha na hora de comprar o imóvel.
O advogado Ricardo Maurício destaca a importância de se cercar de cuidados antes de assinar um contrato de financiamento imobiliário. “Com a ajuda de um especialista, recomenda-se fazer um cálculo para escolher o melhor plano de financiamento e que caiba no bolso.”
A orientação é que se consulte um advogado especialista no ramo imobiliário antes da assinatura do contrato, para que haja a prevenção de eventuais ilegalidades. “Financiar um imóvel é uma das decisões mais difíceis que uma pessoa pode tomar, pois envolve uma série de detalhes. Se a pessoa não for bem assessorada, poderá estar tomando uma atitude temerária, colocando em risco o patrimônio de uma vida”, diz Ricardo Maurício.
Ele recomenda que seja evitado, por exemplo, o sistema de amortização de dívida regido pala Tabela Price, “que inclui cobrança de juros sobre juros, prática ilegal segundo a legislação vigente. Nesse caso, deve-se optar pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), no qual os juros são reduzidos com o tempo e sempre uma parcela igual da dívida é quitada.”
Segundo o advogado, tudo deverá ser analisado: sistema de amortização, correção monetária, juros, outras espécies de taxas, seguro, entre outros. “Deve-se, também, elaborar um cálculo de evolução do financiamento para verificar determinadas desproporções ao longo do tempo. Esse trabalho deverá ser aliado a um planejamento financeiro por parte de quem compra para que o consumidor possa se cercar de todos os cuidados necessários à efetivação do negócio”, orienta Ricardo Maurício.
Outra informação importante se refere aos requisitos necessários para se ter acesso ao crédito. “A maioria dos bancos, nos contratos de financiamento imobiliário, exige que pelo menos 20% do valor total financiado seja pago à vista. Além disso, o consumidor deve limpar seu nome nos órgão de proteção ao crédito para seu financiamento ser aprovado.”
Se o imóvel estiver pronto, é necessária uma parcela razoável de entrada. No caso de compra na planta, além de ter de arcar com despesas de moradia até que o imóvel fique pronto, há os pagamentos que devem ser feitos para a construtora, como lembra Sílvio Saldanha.
Para que o crédito obtido – e, consequentemente, os juros – com a instituição financeira seja o menor possível, o conselho de Ricardo Maurício é que seja dada uma entrada com o maior valor possível. “O consumidor deve verificar se a prestação paga não compromete em mais de 35% o orçamento familiar”, acrescenta.
NEGOCIAÇÃO
Tomados esses cuidados, o próximo passo é pedir a um advogado que faça uma análise jurídica do contrato, para averiguar a existência de cláusulas abusivas, capazes de onerar exageradamente o consumidor. “Além disso, há que se fazer um cálculo minucioso e detalhado sobre a evolução do financiamento ao longo do tempo, para verificar a existência de alguma ilegalidade embutida nas prestações.”
Seguir essas orientações é de suma importância para que o mutuário não corra o risco de não conseguir pagar a dívida. “Segundo a legislação vigente, a inadimplência de três prestações do financiamento já é suficiente para a penhora e leilão do imóvel pelo banco. Por isso, caso o mutuário verifique que não terá condições de arcar com o pagamento das parcelas, poderá procurar o banco e propor um plano de refinanciamento”, diz Ricardo Maurício.
Apesar de essa ser uma solução amigável, pode não ser a melhor, pois o banco incrementará a cobrança de juros por meio desse aditivo contratual. “Em muitos casos, devido aos abusos perpetrados, deve-se buscar judicialmente a revisão do contrato para a adequação das parcelas.”
Ricardo Maurício informa que, mesmo que o imóvel esteja em leilão, há meios judiciais de anulá-lo ou impedi-lo de ocorrer. Isso porque, de acordo com o advogado, o processo que leva o bem a leilão não é legítimo. “Os bancos se utilizam da chamada execução extrajudicial, procedimento considerado ilegal pela Justiça.”
Para se chegar a um acordo, Sílvio Saldanha aponta como caminho ouvir todos os lados envolvidos: “O agente financeiro ou construtora que efetuou a venda/financiamento do imóvel para apurar alguma proposta ou solução e um profissional do direito que entenda dessa área. Assim, apresenta-se as opções administrativa e a judicial para sanar o problema.”
Para quem pretende comprar um imóvel
» Saiba onde está pisando
Não importa se o imóvel é novo ou usado. O mutuário deve checar a construtora e a imobiliária que intermediam a compra. O comprador tem o direito de pedir toda a comprovação de que o imóvel está legalmente registrado e com as obrigações em dia.
» Veja se o imóvel cabe no seu bolso
Dar o passo maior que a perna pode ser uma porta aberta para a futura inadimplência. Portanto, analise se o imóvel cabe no seu bolso. Para isso, a prestação mensal não deve passar de 35% da renda familiar.
» Guarde mais, financie menos
De acordo com consultores financeiros, o mutuário deve ter um terço do valor do imóvel para dar de entrada antes de pensar em contratar um financiamento. Assim, poderá encurtar o prazo da operação e reduzir a quantidade de juros a pagar.
» Compare bem as taxas de juros
As taxas de juros podem variar bastante de banco para banco. Por isso, é bom que o consumidor fique atento: faz muita diferença, por exemplo, pagar uma taxa de 9% para o banco A e de 12% para o banco B. Nesse caso, o cliente da instituição A pagará 25% menos que o mutuário que escolher a instituição B.
» Lembre-se das taxas
Não basta ter dinheiro apenas para pagar o financiamento. É preciso lembrar que existem custos com a transferência de propriedade do imóvel e também para o pagamento de Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).
» Escolha o imóvel que você precisa
Analistas de mercado de imóveis dizem que o comprador deve imaginar sua vida num prazo de oito anos: dentro de alguns anos, vou estar casado, formar família, vou trabalhar na mesma área? É com base nessa perspectiva de mais longo prazo, e não nas necessidades imediatas, que a decisão de compra deve ser tomada.
Fonte: Ewerson Moraes, professor de finanças da Faculdade IBS/FGV
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Renegociação de contratos de consumo - 2
Há alguns dias, um operador da NET entrou em contato com a Sara e ofereceu para ela um upgrade no nosso pacote de TV a cabo: por apenas R$ 10,00 a mais por mês, teríamos NET HD. Como muitas vezes essas aparentes promoções são, na verdade, uma grande furada, a Sara falou que iria pensar e depois decidiria. Conversamos que achamos que valeria a pena sim, se as condições fossem realmente essas.
Ligamos para a NET, e não havia mais a promoção, apenas o pacote "normal", que ficaria R$ 20,00 a mais por mês. Não é por amarração, mas já que existia uma promoção, por que aceitar o pacote normal? Falamos então que pensaríamos, e que retornassem no dia seguinte.
No próximo contato, informei ao atendente que não queria, que só queria se fosse promoção. Ele devolveu, informando que a promoção de R$ 10,00 não estava mais disponível, mas que ele poderia me dar um desconto de R$ 40,00 no plano HD por seis meses. Fiz as contas e percebi que esse desconto de R$ 40,00 ficaria exatos R$ 20,00 mais baratos que o meu plano atual, e que, depois que a promoção acabasse, ficaria exatos R$ 20,00 mais caros. Ou seja, no período de um ano, o plano HD saiu de graça, pelo exato preço do plano antigo. Basta fazer as contas: 6 meses pagando menos 20, e 6 meses pagando mais 20.
Conclusão: no final das contas, a promoção inicial de R$ 10,00 a mais acabou sendo uma furada, se comparado à segunda oferta, que saiu pelo mesmo preço. Só me pergunto se eles têm ideia disso... No mínimo curioso...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Rio de Janeiro: campeão olímpico em preços de imóveis?
Raquel Rolnik, em: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/rio-janeiro-campe%C3%A3o-ol%C3%ADmpico-em-pre%C3%A7os-im%C3%B3veis-181106007.html
Ao que parece, o tema da escalada dos preços dos imóveis no mercado imobiliário do Rio de Janeiro entrou definitivamente na agenda, ao menos nas temáticas consideradas relevantes pelo núcleo de novelas da Rede Globo... Há exatamente um ano, Carol, a personagem de Camila Pitanga na novela "Insensato Coração", enfrentou um problemão na hora de alugar um apartamento na zona sul do Rio. Os altos preços dos imóveis, causados pelo boom do mercado imobiliário, quase viraram motivo de crise conjugal entre Carol e André, o personagem de Lázaro Ramos.
Agora é a vez de Monalisa, personagem vivida por Heloísa Périssé em "Avenida Brasil", de passar pela mesma situação. No capítulo desta terça feira (30), a cabeleireira suburbana visitou o apartamento que pretende comprar na zona sul e quase caiu pra trás quando ficou sabendo o valor do imóvel: "Milhões? No plural? Por umas paredes e um piso de madeira velha?". O que Monalisa não sabe é que o boom do mercado imobiliário está diretamente ligado à explosão de investimentos e ao marketing em torno da cidade do Rio de Janeiro, catapultados pela Copa e Olimpíadas, além de também refletir, como em outras cidades brasileiras, condições mais gerais do país, como a abundância de crédito habitacional e o crescimento econômico.
Em 2011, o mercado imobiliário na cidade do Rio de Janeiro teve um aumento de 44% em relação ao ano de 2010, foi o maior aumento do setor no país. Entre 2001 e 2010, este aumento chegou a 700%. Em declaração à imprensa, o Sindicato da Indústria da Construção no Rio de Janeiro (Secovi-RJ) avalia que "os preços tendem a se estabilizar, mas não vão descer de patamar".
Este boom imobiliário é mais intenso justamente nas áreas que são objeto de investimentos para a preparação da cidade para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016: de acordo com o Secovi, bairros como Barra da Tijuca, centro, Deodoro, Jacarepaguá, Maracanã e Tijuca tiveram as mais altas valorizações do mercado por conta de sua proximidade com os locais de competição. O corredor olímpico, entre a Barra da Tijuca e o Recreio, valorizou 50% em 2010, concentrando o maior número de lançamentos de imóveis.
Eu diria ainda que, com a aproximação da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, é possível que a situação piore. Aliás, atualmente, o que mais ouvimos quando algo vai mal — nos aeroportos, nos congestionamentos ou nos trens superlotados, por exemplo — é: "imagina na Copa e nas Olimpíadas?". Parece que a piada serve também para o mercado imobiliário carioca... que, basicamente, em 2016, poderá apresentar dois cenários: alcançar patamares nunca antes atingidos na história deste país, ou estar vivendo o chamado bust, ou a crise, amarga, que vem depois do boom. É o que hoje estamos vendo acontecer nos EUA e na Espanha..
terça-feira, 17 de julho de 2012
Um fundo de renda fixa no fim do túnel
Sempre grande defensor dos títulos do tesouro direto como salvação dos investimentos em renda fixa, recentemente tenho me frustrado ao entrar no site do Tesouro Direito para investir em títulos... Os sucessivos cortes na taxa de juros tornaram a rentabilidade dos títulos menos atrativa. Onde antes se achava títulos remunerados a uma taxa de 13 a 15 %, hoje em dia apenas se acha taxas por volta de 9, 10%.
Almoçando, um amigo me falou que estava investindo em um fundo de renda fixa do HSBC (HSBC FI Renda Fixa LP Preços), cuja rentabilidade estava em torno de 20% ao ano. Acreditando que ele estava delirando, falei que não era possível, a não ser que fosse um fundo multimercado, ou algo do gênero. Não havia possibilidade do fundo apresentar esse rendimento se não houvesse uma parcela considerável de renda variável dentro dele, o que, logicamente, aumentaria seu risco. No entanto, meu amigo me garantiu que era um fundo de renda fixa, inclusive com classificação de risco "média". Bom, nenhum fundo com investimentos em renda variável tem classificação de risco "média", então tratei de pedir a ele que me enviasse as especificações do fundo.
Ao pesquisar sobre o fundo, fiquei um tanto espantado. O fundo está tão atrativo que está levemente assustador. Não há nenhuma pegadinha?
Normalmente, os fundos de investimento tem um benchmark. O benchmark de um fundo é geralmente um índice referência, ou seja, o objetivo do fundo é superar o índice de referência. Sobre a rentabilidade que ultrapassar esse índice de referência, costuma-se cobrar uma taxa de performance, de 20%, por exemplo. Isto é, uma vez atingida a rentabilidade X proposta, 80% são seus e 20% da instituição gestora do fundo.
O benchmark do fundo é o IMA-B, um índice calculado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Esse índice considera as taxas de remuneração do título do tesouro LTN-B, e nos últimos 12 meses acumulou aproximadamente 24% (!!). A discrepância entre os valores percentuais de remuneração das LTN-Bs que estão à venda hoje, e o índice IMA-B se deve, dentre outros fatores, ao fato de que o IMA-B leva em consideração LTN-Bs que já foram emitidas no passado, e que não estão à venda no site do Tesouro atualmente. Como, no passado, a taxa de juros básica da economia já foi muito mais alta do que a atual, já foram emitidas LTN-Bs com rendimentos muito superiores, como por exemplo 25%, 30% a.a. Por isso o IMA-B representa um percentual muito mais elevado.
Enfim, entendido que o benchmark do fundo em questão é o IMA-B, basta dizer que o fundo mescla investimentos em títulos públicos e privados, e tem superado o IMA-B em aproximadamente 2%. A taxa de administração do fundo é de 0,5%, o valor mínimo para aplicação é de R$ 15.000,00 e a taxa de performance (sobre o que superar o IMA-B é de 20%).
Bom, nem precisa dizer que rentabilidades passadas não garantem rentabilidades futuras, e que o fundo pode a partir de hoje passar a apresentar uma rentabilidade terrível, mas enfim... Parece que estamos diante de uma possibilidade de investimento em renda fixa com retornos superiores a 20% a.a.? Achei tão atrativo que fiquei até desconfiado... Alguém é investidor ou conhece esse fundo? Alguma experiência com relação a algum fundo parecido?
HSBC: Algum patrocínio pela propaganda para o fundo?
Para uma explicação didática sobre os títulos do tesouro e uma introdução ao IMA, acesse:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/download/edesp_ima_tpf.pdf
Para verificar a variação do IMA, acesse:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/rentabilidade.asp
Sobre o fundo:
http://www.hsbc.com.br/1/2/portal/pt/private-bank/nossas-solucoes/fundos-de-investimento/fundos-de-investimento-private/hsbc-fi-renda-fixa-precos
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Como garimpar oportunidades
Um pequeno texto para reflexão, do consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor de livros como "Dinheiro: os segredos de quem tem" e "Casais inteligentes enriquecem juntos".
16/07/2012 - 03h00
Como garimpar oportunidades - Gustavo Cerbasi
Que atire a primeira pedra quem nunca se frustrou ao buscar uma dica de investimentos aparentemente quente e, tempos depois, percebeu que fez uma péssima escolha.
Será que especialistas e imprensa especializada tentam ludibriar os menos experientes? Ou será que bons investimentos simplesmente deixam de ser bons quando pessoas comuns passam a optar por eles?
Aposte nessa segunda reflexão. Um bom investimento hoje provavelmente deixará de ser bom em um prazo não muito longo. Isso não é profecia, mas sim pura lógica econômica.
Os melhores investimentos provavelmente serão as maiores causas de frustrações para desavisados, simplesmente porque oportunidades têm prazo de validade.
Ganho fácil é aquilo que chamamos de oportunidade, pois é improvável que, sendo fácil, dure muito tempo.
Afinal, quanto maior a facilidade de ganhos que uma oportunidade traz, mais evidente ela é para empreendedores e investidores, e mais rapidamente atrairá interessados em aproveitá-la.
Quando muitas pessoas disputam uma oportunidade, ela se torna escassa e encarece, deixando de ser uma oportunidade. Em outras palavras, mostre-me um caminho fácil para ganhar dinheiro que eu consigo torná-lo difícil.
Essa é uma reflexão essencial para quem lida com escolhas de investimentos e negócios.
Se muitos investidores disputam imóveis em uma região que se valoriza, a própria disputa gera escassez, que faz os preços dos imóveis subirem.
Isso chama a atenção do mercado, atrai ainda mais investidores, criando preços desequilibrados, que em um segundo momento passam a despertar maior racionalidade e gerar desconfiança de que o desequilíbrio existe. Nesse momento, a oportunidade se esgotou.
Se os preços subiram demasiadamente, pode acontecer uma queda abrupta de preços, causando o que se chama de estouro da bolha.
Se a alta não for considerada muito absurda, os preços simplesmente estacionam em um certo patamar ou entram em um processo de declínio gradual por falta de interessados.
Esse fenômeno acontece com todo investimento que se torna uma moda. Pode ser no mercado de imóveis, de ações ou de qualquer outro ativo. Segundo a lei da oferta e da demanda, tudo o que está na moda tende à saturação.
Por isso, uma das principais regras de sucesso de quem investe ou pretende investir é se envolver cada vez mais com o mercado em que negocia seus ativos.
É importante acompanhar diferentes fontes de análise, frequentar eventos e cursos, trocar experiências com outros investidores e inovar na forma de estudar o desempenho da carteira de ativos.
Quanto mais envolvido estiver o investidor, mais apto estará a identificar oportunidades -as novas, e não as velhas que já estão perdendo força.
Isso não significa que não há saída para aqueles que têm pouca experiência com investimentos.
A velha recomendação estratégica continua válida: quanto menor seu envolvimento com investimentos, mais conservadora deve ser sua carteira.
Porém, com juros na casa de 8% ao ano e ganhos reais pouco acima de 2%, nem o mais conservador dos investidores deve se dar ao luxo de ter apenas recursos em renda fixa.
Os mais conservadores deveriam ter uma parcela pequena dos investimentos em mercados de renda variável, seja em ações, commodities ou pequenos imóveis, para poder sentir o oportuno desconforto do sobe e desce dos preços.
Por que oportuno? Porque as quedas de preços nos incomodam.
O incômodo deveria levar o investidor a buscar mais informações sobre a perda que afeta parte de sua carteira, e essas informações o conduziriam a oportunidades ainda em seu estágio inicial.
Daí viria o verdadeiro processo de enriquecimento, quando uma oportunidade de ganho fácil se mostra evidente e o investidor saca boa parte de sua renda fixa para comprá-la ainda barata.
Em tempos de juros baixos, oportunidades estão raras. Se você tem algo gerando resultados muito bons, tem em mãos um forte sinal de alerta.
Pode estar chegando a hora de se desfazer desse ótimo ativo e buscar a próxima oportunidade.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gustavocerbasi/1120651-como-garimpar-oportunidades.shtml
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Renegociação de contratos de consumo
Reveja seus contratos de consumo regularmente: pelo menos a cada 6 meses, entre em contato com a central de atendimento da operadora do seu celular, do seu telefone fixo, da TV a cabo, da internet,... Recentemente, tive 2 excelentes exemplos de como uma simples ligação pode impactar diretamente no valor que você paga pelos serviços contratados.
O primeiro foi uma ligação para a TIM, porque estava achando minha conta de telefone muito cara. Liguei para a Central de Atendimento, disposto a passar por todos aqueles menus, chatices e gerundismos. Estava à caminho da FACE, na Federal, e coloquei o celular em viva voz e aproveito o trânsito para fazer as negociações. Resumidamente, informei à telefonista: "Estou achando minha conta cara. Você tem algum desconto que pode ser ativado para mim?" Ela respondeu: "Só um momento que vou estar verificando (é claro...)." Depois de alguns momentos, ela informa que havia sim um desconto disponível, de nada menos que R$ 90,00, o que representava aproximadamente 40 a 50% da minha conta mensal. Para ativar o desconto, logicamente tive que aguardar o sistema processar, o que durou uns uns 10 a 15 minutos, mas valeu a pena, não?
A outra oportunidade foi com relação à NET, da qual sou cliente de tv a cabo, internet e telefonia fixa. Na conversa, descobri que havia um plano mais barato que o meu (20% mais barato), e que tinha mais canais que o meu!!! Ora, porque eu não soube disso antes? Provavelmente porque eu não tinha ligado, pois dificilmente eles me ligariam para me oferecer um plano melhor e mais barato, correto? Além disso, quando contratei o plano, para conseguir um preço melhor, era obrigado a fechar um plano telefônico com franquia de R$ 40,00, embora nunca usasse mais do que R$ 10,00. Descobri também que poderia mudar para outro plano, com franquia de R$ 15,00! Por fim, satisfeito, mas não tanto, joguei a velha tática do desconto disponível: bom, não havia desconto, mas consegui um ponto de tv a cabo adicional sem mensalidade, apenas pagando a instalação. Como já estava querendo outro ponto, aceitei, é claro...
O fornecedor dificilmente irá entrar em contato com o consumidor para oferecer algo melhor E mais barato. Por isso, é importante que se crie o hábito de regularmente tentar renegociar os contratos vigentes.
Alguém já passou por uma situação parecida?
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