O primeiro milhão é normalmente visto como o mais famoso marco de riqueza. Por isso, não raro se torna o principal dos grandes objetivos de quem poupa. Por outro lado, costuma ser visto como um sonho de difícil realização e, se faltar disciplina e regularidade, de fato continuará sendo apenas uma fantasia.
A busca do milhão deve ser sempre marcada por características essencicais: é um investimento de longo prazo, regular, constante e requer paciência e tranquilidade. Por exemplo, é necessário ter em mente que os 300 reais que são guardados todo mês irão virar o seu 1 milhão. Ou seja, os 300 reais não devem ser “menosprezados”, e eventualmente direcionados a outros gastos, pois eles são na realidade o seu 1 milhão bebê. Se não forem poupados sistematicamente todo mês, o seu 1 milhão nunca chegará a andar.
A primeira pergunta a se fazer é quando se quer atingir a quantia de 1 milhão. A partir disso, é possível planejar a quantia a ser poupada por mês e o tipo de investimento que será feito. Na tabela disponível para download, temos 9 casos combinados em três rentabilidades mensais diferentes: renda fixa, investimentos variados e investimentos arrojados. A terceira possibilidade é um tipo de investimento agressivo, baseado majoritariamente em renda variável (bolsa de valores, câmbio, commodities, etc). Algumas conclusões são:
Poupando R$ 700,00 por mês, aplicados exclusivamente em renda fixa (ou seja, sem risco algum) em pouco menos de 30 anos você terá atingido a marca de 1 milhão de reais. A mesma quantia aplicada em investimentos variados reduz o prazo para 19 anos. Já no investimento agressivo, o primeiro milhão pode chegar com menos de 15 anos.
Guardando R$ 300,00 por mês, a renda fixa só lhe dará 1 milhão com quase 40 anos de investimento. Neste mesmo período, em investimentos agressivos, o montante já poderia ter atingido quase 200 milhões de reais. Isto porque, com apenas 18 anos, os R$ 300,00 já teriam virado 1 milhão nesta modalidade de investimento.
É muito importante notar que a rentabilidade é muito mais importante do que a quantia guardada mensalmente. Basta comparar, por exemplo: R$ 1500,00 poupados mensalmente em renda fixa levam 21 anos para acumular um milhão, ao passo que R$ 300,00 (1/5 do sacrifício) levam 3 anos a menos para atingir o mesmo 1 milhão, se aplicados em uma rentabilidade média 3 vezes maior.
No entanto, é extremamente desaconselhável a construção de uma poupança baseada exclusivamente em renda variável. A proporção investida em renda variável deve ser maior nos primeiros anos dos investimentos e menor da metade em diante dos anos. De toda forma, os valores mais importantes continuam sendo disciplina e regularidade nos investimentos.
Aproveite para analisar a planilha de Simulações de Investimento, disponível para download, e compare os 9 planejamentos diferentes para se atingir 1 milhão.
A estrutura da planilha foi elaborada pelo grande amigo engenheiro de produção César Schmitt, também referido simplesmente como Smith.
terça-feira, 30 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
O que aprender com Eike Batista?
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Nos últimos dias, um nome em específico tem aparecido muito na mída: Eike Batista. O principal motivo foi sua figuração como o oitavo homem mais rico do mundo, segundo a revsita Forbes - responsável por formular a mais renomada lista do tema. O mineiro, de Governador Valadares, atingiu tal feito com a fortuna de nada menos que 27 bilhões de dólares. Antes de ler uma reportagem, me peguei imaginando se Eike não seria um filhinho de papai, que nasceu em berço-de-ouro e simplesmente conseguiu administrar bem sua posição já privilegiada. A conclusão a que cheguei foi: apesar de polêmicas e opiniões adversas, não há como negar o incrível mérito de Eike, e muito menos o seu anormal tino e empenho com o mundo dos negócios, que transformou fantasticamente qualquer conceito de multiplicação de patrimônio.
Eike é filho de um ex-ministro de Minas e Energia, do João Goulart, que também dirigiu a Vale por muitos anos, quando a empresa ainda era estatal. Deste fato fica claro que Eike já nasceu como integrante da alta sociedade, e que desde sempre possuía uma condição ecônomia extremamente confortável. Poderia se contentar com um excelente emprego, obtido através de indicações paternas, ou valer-se de influências para simplesmente integrar o empresariado brasileiro e ficar muito rico. No entanto, parece sequer ter considerado essa possibilidade, e fez, sim, uso de sua posição social e das influências do pai para buscar algo mais ousado: o posto de um dos homens mais ricos do mundo.
Quando morava na Alemanha e cursava engenharia, Eike vendia apólices de seguro para obter renda própria. Não que ele precisasse, pois o motivo da mudança para lá foi o processo de internacionalização dos negócios da Vale, comandada por seu pai. Vale lembrar que ele ainda está vivo, e integra hoje o conselho da principal empresa de Eike, a EBX. Ao retornar para o Brasil, recorreu a financiamentos e investiu na busca de ouro na Amazônia,associando-se a garimpeiros. Reinvestiu os lucros que obteve, e foi adquirindo minas na região, até fazer um grande negócio com uma mineradora internacional. Tornou-se o maior acionista da empresa candadense, renomeou-a para TVX e iniciou sua jornada rumo a uma fortuna difícil de calcular.
No campo de planejamento financeiro pessoal, há muito o que aprender com Eike. E certamente não é a batizar o nome de nossas empresas com X no final, como ele fez com a EBX, MMX, OGX, LLX e outras. Tirando a sorte, que não aprendida, o que vale observar é a determinação, foco, ousadia e, principalmente, a inquietação, no sentido de não-acomodação. É importante termos metas e objetivos traçados, nos planejarmos e lutarmos para atingí-los. Não falo aqui de se tornar o homem mais rico do mundo, como Eike afirma que o será daqui a 3 anos, nem de construir uma fortuna, mas sim de realizar sonhos.
Nos últimos dias, um nome em específico tem aparecido muito na mída: Eike Batista. O principal motivo foi sua figuração como o oitavo homem mais rico do mundo, segundo a revsita Forbes - responsável por formular a mais renomada lista do tema. O mineiro, de Governador Valadares, atingiu tal feito com a fortuna de nada menos que 27 bilhões de dólares. Antes de ler uma reportagem, me peguei imaginando se Eike não seria um filhinho de papai, que nasceu em berço-de-ouro e simplesmente conseguiu administrar bem sua posição já privilegiada. A conclusão a que cheguei foi: apesar de polêmicas e opiniões adversas, não há como negar o incrível mérito de Eike, e muito menos o seu anormal tino e empenho com o mundo dos negócios, que transformou fantasticamente qualquer conceito de multiplicação de patrimônio.
Eike é filho de um ex-ministro de Minas e Energia, do João Goulart, que também dirigiu a Vale por muitos anos, quando a empresa ainda era estatal. Deste fato fica claro que Eike já nasceu como integrante da alta sociedade, e que desde sempre possuía uma condição ecônomia extremamente confortável. Poderia se contentar com um excelente emprego, obtido através de indicações paternas, ou valer-se de influências para simplesmente integrar o empresariado brasileiro e ficar muito rico. No entanto, parece sequer ter considerado essa possibilidade, e fez, sim, uso de sua posição social e das influências do pai para buscar algo mais ousado: o posto de um dos homens mais ricos do mundo.
Quando morava na Alemanha e cursava engenharia, Eike vendia apólices de seguro para obter renda própria. Não que ele precisasse, pois o motivo da mudança para lá foi o processo de internacionalização dos negócios da Vale, comandada por seu pai. Vale lembrar que ele ainda está vivo, e integra hoje o conselho da principal empresa de Eike, a EBX. Ao retornar para o Brasil, recorreu a financiamentos e investiu na busca de ouro na Amazônia,associando-se a garimpeiros. Reinvestiu os lucros que obteve, e foi adquirindo minas na região, até fazer um grande negócio com uma mineradora internacional. Tornou-se o maior acionista da empresa candadense, renomeou-a para TVX e iniciou sua jornada rumo a uma fortuna difícil de calcular.
No campo de planejamento financeiro pessoal, há muito o que aprender com Eike. E certamente não é a batizar o nome de nossas empresas com X no final, como ele fez com a EBX, MMX, OGX, LLX e outras. Tirando a sorte, que não aprendida, o que vale observar é a determinação, foco, ousadia e, principalmente, a inquietação, no sentido de não-acomodação. É importante termos metas e objetivos traçados, nos planejarmos e lutarmos para atingí-los. Não falo aqui de se tornar o homem mais rico do mundo, como Eike afirma que o será daqui a 3 anos, nem de construir uma fortuna, mas sim de realizar sonhos.
sábado, 13 de março de 2010
Garantindo um terreno com eucaliptos
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Quem tem um terreno, tem preocupações. Principalmente de invasão. No Direito, temos o instituto do usucapião. Em linhas grosseiras, em um dos casos mais agressivos, vale dizer que: se você tem um imóvel localizado na área urbana e algúem que não tem outra propriedade e se apossar dele, ou de parte dele, por 5 anos seguidos sem sua oposição, terá adquirido direito à sua propriedade ou da parte que se apossou. Em 15 anos, independerá de o invasor ter ou não outra propriedade ou de ser o imóvel rural ou urbano.
Muito importante: essa posse tem que ser sem qualquer oposição do proprietário. Não é necessário oposição formal. Ou seja, se você visita constantemente o terreno, percebe a invasão e simplesmente conversa com os invasores manifestando sua discordância, fica desconfigurado o usucapião. Entretanto, o aconselhável é que se tire fotos, notifique através de cartório, leve testemunhas, enfim, produza todas as provas no sentido de comprovar sua discordância.
Para evitar esse tipo de dor de cabeça, a primeira medida normalmente tomada é o cercamento do lote. No entanto, quem já orçou este tipo de serviço sabe que não fica barato. Principalmente ser for para construir um muro. E vale lembrar, muro ou cerca podem ser ineficientes se realmente quiserem invadir.
Uma opção diferente é plantar eucaliptos no seu terreno. Os eucaliptos devem ser plantados ao longo de todo o terreno, mas principalmente nas linhas divisórias do terreno. Dois ou três anos depois, os eucaliptos delimitarão claramente as divisórias de seu terreno, e mais: comprovarão inequivocamente que você tem exercido a posse sobre a sua propriedade, afastando qualquer possibilidade de usucapião.
Além disso, 4 ou 5 anos depois, quando todos os pés estiverem razoavelmente grandes, uma possível invasão fica extremamente dificultada, pois seria necessário antes cortar uma grande quantidade de eucaliptos, para depois cosntruir, etc. Certamente o invasor preferirá outro terreno, que seja só cortar o mato.
Há ainda o detalhe final: quando você for vender seu terreno, ou construir nele, poderá vender o corte das árvores para empresas especializadas. Vale lembrar que o plantio de eucaliptos é um tipo de investimento extremamente rentável e atrativo. No entanto, claro que não se fará uma fortuna, pois a quantidade não permitirá.
Eu fiz o que sugiro acima, e esses dias fui visitar o terreno. Tinha mais de um ano que não ia lá, e fiquei extremamente feliz e satisfeito ao ver o tamanho dos pés. É gratificante, tendo em vista que eu mesmo comprei as mudas e ajudei a plantar. Veja o dia do plantio:
Menos de 6 meses depois:
Pouco mais de 1 ano:
Por fim, com 2 anos:
Quem tem um terreno, tem preocupações. Principalmente de invasão. No Direito, temos o instituto do usucapião. Em linhas grosseiras, em um dos casos mais agressivos, vale dizer que: se você tem um imóvel localizado na área urbana e algúem que não tem outra propriedade e se apossar dele, ou de parte dele, por 5 anos seguidos sem sua oposição, terá adquirido direito à sua propriedade ou da parte que se apossou. Em 15 anos, independerá de o invasor ter ou não outra propriedade ou de ser o imóvel rural ou urbano.
Muito importante: essa posse tem que ser sem qualquer oposição do proprietário. Não é necessário oposição formal. Ou seja, se você visita constantemente o terreno, percebe a invasão e simplesmente conversa com os invasores manifestando sua discordância, fica desconfigurado o usucapião. Entretanto, o aconselhável é que se tire fotos, notifique através de cartório, leve testemunhas, enfim, produza todas as provas no sentido de comprovar sua discordância.
Para evitar esse tipo de dor de cabeça, a primeira medida normalmente tomada é o cercamento do lote. No entanto, quem já orçou este tipo de serviço sabe que não fica barato. Principalmente ser for para construir um muro. E vale lembrar, muro ou cerca podem ser ineficientes se realmente quiserem invadir.
Uma opção diferente é plantar eucaliptos no seu terreno. Os eucaliptos devem ser plantados ao longo de todo o terreno, mas principalmente nas linhas divisórias do terreno. Dois ou três anos depois, os eucaliptos delimitarão claramente as divisórias de seu terreno, e mais: comprovarão inequivocamente que você tem exercido a posse sobre a sua propriedade, afastando qualquer possibilidade de usucapião.
Além disso, 4 ou 5 anos depois, quando todos os pés estiverem razoavelmente grandes, uma possível invasão fica extremamente dificultada, pois seria necessário antes cortar uma grande quantidade de eucaliptos, para depois cosntruir, etc. Certamente o invasor preferirá outro terreno, que seja só cortar o mato.
Há ainda o detalhe final: quando você for vender seu terreno, ou construir nele, poderá vender o corte das árvores para empresas especializadas. Vale lembrar que o plantio de eucaliptos é um tipo de investimento extremamente rentável e atrativo. No entanto, claro que não se fará uma fortuna, pois a quantidade não permitirá.
Eu fiz o que sugiro acima, e esses dias fui visitar o terreno. Tinha mais de um ano que não ia lá, e fiquei extremamente feliz e satisfeito ao ver o tamanho dos pés. É gratificante, tendo em vista que eu mesmo comprei as mudas e ajudei a plantar. Veja o dia do plantio:
Menos de 6 meses depois:
Pouco mais de 1 ano:
Por fim, com 2 anos:
quinta-feira, 4 de março de 2010
Erros na Bolsa
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Esses dias recebi o newsletter da Expomoney, e nele um artigo bem interessante do economista Leandro Martins, intitulado Fuja dos erros ao investir. O artigo cita os 10 erros mais clássicos e comuns dos neo-investidores. Embora sejam conhecidos de todos (inclusive, a maioria dos cursos de “como investir na Bolsa” os citam), os erros não recebem a devida atenção até sejam cometidos na prática.
Como recentemente tive uma experiência nada boa na Bolsa, me identifiquei com alguns dos erros, e outros não. Pretendo comentar aqui sobre alguns desses erros. Os trechos em itálico são retirados diretamente do artigo do autor.
1. pressa nas operações – muitos investidores aplicam todo o capital em ações e acabam pagando o pedágio do aprendizado, com as perdas iniciais. Existem simuladores que proporcionam experiência ao investidor sem tais perdas iniciais. Em seguida é recomendável um aumento gradual da exposição em ações;
Com razão o autor. No entanto, acho que o pedágio inicial é necessário para a construção de um investidor sólido. Além disso, os simuladores são ótimas ferramentas, mas é preciso ter uma disciplina enorme. Experimente simular investimentos com 1 milhão e tentar acompanhar durante 1 mês. Por outro lado, pegue R$ 100,00, invista e verá a diferença.
3. excesso de otimismo – considera que, com toda a certeza, a operação será lucrativa;
Essa caiu como uma luva para mim! Não sei se todos iriam pensar assim...
5. sem metodologia – mudanças constantes na forma de operar e dos indicadores utilizados. O investidor não define um set up;
Perfeito. Basta um indicador ou uma estratégia falhar por algumas vezes seguidas, que trocamos. O mesmo com papéis. Estou defendendo que a mudança constante de ações ou estratégias atrapalha o rendimento a longo prazo, além de levar à especulação.
7. viés de confirmação – com acesso a muitas informações, o investidor tende apenas reconhecer as informações que estariam de acordo com seu entendimento. Por exemplo, em posse de ação em forte tendência de baixa, e que apresente a ele alto prejuízos. Ao verificar as notícias de tal empresa, ele pode acessar dez notícias ruins, mas ao ler apenas uma relativamente boa, irá vibrar de alegria e acreditar que a empresa irá recuperar-se e que sua análise anterior foi excelente.
É verdade... Quando estamos envolvidos em uma operação, a capacidade de discernimento fica prejudicada, e realmente tendemos a interpretar as informações de acordo com nossa conveniência.
8. compra na alta – atraído pela euforia do mercado a compra é efetuada, quando a análise gráfica poderia alertar que a ação já estaria para entrar em momento de reversão.
9. vende na baixa – apenas após consecutivas quedas, e contagiado pelo pânico, a venda com grande prejuízo é realizada. Justamente momento de uma reversão para uma alta, já que nesse momento acabaram os vendedores.
Essas duas, por mais óbvias que pareçam, não concordo. Há uma máxima que diz: uma ação nunca está tão alta que não possa subir mais, e nunca está tão baixa que não possa cair mais. Por isso, mesmo fazendo uso da análise gráfica, é extremamente dificil saber se a ação que está alta começará a cair. Mais importante ainda é a situação na queda: imagine que não se venda a ação, pois representaria um grande prejuízo. Em seguida, a ação cai ainda mais, despenca. O prejuízo pode ser ainda maior, e inviabilizar a continuidade dos investimentos (sem eufemismos, quebrar o investidor).
Por fim, cometer esses erros é péssimo, mas não tem preço no sentido do aprendizado. O que acho realmente válido é limitar o preço que se está disposto a pagar, até que alguns desses erros sejam ultrapassados e até que o investidor amadureça.
Vale dizer: entre com um capital baixo, não alavanque, não tenha metas absurdas e não fique operando toda hora.
Esses dias recebi o newsletter da Expomoney, e nele um artigo bem interessante do economista Leandro Martins, intitulado Fuja dos erros ao investir. O artigo cita os 10 erros mais clássicos e comuns dos neo-investidores. Embora sejam conhecidos de todos (inclusive, a maioria dos cursos de “como investir na Bolsa” os citam), os erros não recebem a devida atenção até sejam cometidos na prática.
Como recentemente tive uma experiência nada boa na Bolsa, me identifiquei com alguns dos erros, e outros não. Pretendo comentar aqui sobre alguns desses erros. Os trechos em itálico são retirados diretamente do artigo do autor.
1. pressa nas operações – muitos investidores aplicam todo o capital em ações e acabam pagando o pedágio do aprendizado, com as perdas iniciais. Existem simuladores que proporcionam experiência ao investidor sem tais perdas iniciais. Em seguida é recomendável um aumento gradual da exposição em ações;
Com razão o autor. No entanto, acho que o pedágio inicial é necessário para a construção de um investidor sólido. Além disso, os simuladores são ótimas ferramentas, mas é preciso ter uma disciplina enorme. Experimente simular investimentos com 1 milhão e tentar acompanhar durante 1 mês. Por outro lado, pegue R$ 100,00, invista e verá a diferença.
3. excesso de otimismo – considera que, com toda a certeza, a operação será lucrativa;
Essa caiu como uma luva para mim! Não sei se todos iriam pensar assim...
5. sem metodologia – mudanças constantes na forma de operar e dos indicadores utilizados. O investidor não define um set up;
Perfeito. Basta um indicador ou uma estratégia falhar por algumas vezes seguidas, que trocamos. O mesmo com papéis. Estou defendendo que a mudança constante de ações ou estratégias atrapalha o rendimento a longo prazo, além de levar à especulação.
7. viés de confirmação – com acesso a muitas informações, o investidor tende apenas reconhecer as informações que estariam de acordo com seu entendimento. Por exemplo, em posse de ação em forte tendência de baixa, e que apresente a ele alto prejuízos. Ao verificar as notícias de tal empresa, ele pode acessar dez notícias ruins, mas ao ler apenas uma relativamente boa, irá vibrar de alegria e acreditar que a empresa irá recuperar-se e que sua análise anterior foi excelente.
É verdade... Quando estamos envolvidos em uma operação, a capacidade de discernimento fica prejudicada, e realmente tendemos a interpretar as informações de acordo com nossa conveniência.
8. compra na alta – atraído pela euforia do mercado a compra é efetuada, quando a análise gráfica poderia alertar que a ação já estaria para entrar em momento de reversão.
9. vende na baixa – apenas após consecutivas quedas, e contagiado pelo pânico, a venda com grande prejuízo é realizada. Justamente momento de uma reversão para uma alta, já que nesse momento acabaram os vendedores.
Essas duas, por mais óbvias que pareçam, não concordo. Há uma máxima que diz: uma ação nunca está tão alta que não possa subir mais, e nunca está tão baixa que não possa cair mais. Por isso, mesmo fazendo uso da análise gráfica, é extremamente dificil saber se a ação que está alta começará a cair. Mais importante ainda é a situação na queda: imagine que não se venda a ação, pois representaria um grande prejuízo. Em seguida, a ação cai ainda mais, despenca. O prejuízo pode ser ainda maior, e inviabilizar a continuidade dos investimentos (sem eufemismos, quebrar o investidor).
Por fim, cometer esses erros é péssimo, mas não tem preço no sentido do aprendizado. O que acho realmente válido é limitar o preço que se está disposto a pagar, até que alguns desses erros sejam ultrapassados e até que o investidor amadureça.
Vale dizer: entre com um capital baixo, não alavanque, não tenha metas absurdas e não fique operando toda hora.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Primeiros passos no controle financeiro
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Antes de se pensar em planejamento financeiro, é essencial conhecer e passar pelo controle financeiro. Não se planeja nada sem antes saber quanto se tem. Nesse sentido, primeiro é necessário saber quanto se ganha, quanto se gasta e com que se gasta, para depois traçar as estratégias e planos para atingir os objetivos.
O controle financeiro pode ser feito anualmente, semestralmente, trimestralmente, mensalmente, etc. Para começar, indico um controle diário com referência mensal, que funciona anotando a cada dia o quanto se tem para gastar até o final do mês.
Antes de tudo, é crucial saber o quanto se tem para gastar no mês. Para tanto, basta pegar um pedaço de papel e guardar na carteira ou na bolsa, ou utilizar uma agenda, para anotar diarimente os seguintes itens:
1. Quanto tenho de dinheiro na minha carteira?
2. Quanto tenho na minha conta corrente do banco X?
3. Quanto tenho na minha conta corrente do banco Y?
4. Quanto tenho de dinheiro guardado em casa (gaveta, envelope, etc)?
5. Qual o valor da minha fatura de cartão de crédito até agora? (SUBTRAIR)
6. Tem algum cheque emitido para este mês que ainda não foi depositado? (SUBTRAIR)
Quanto ao item 5, em breve escreverei algo sobre ele, mas por hora basta lembrar que os gastos com cartao de crédito são gastos deste mês, e não do mês em que pagamos a fatura. Por isso, devemos subtrair as despesas com cartão no controle do mês atual.
O resultado da soma dos itens 1 a 6 é o tanto de dinheiro que podemos efetivamente gastar até o dia 31. Esse valor não deve ser ultrapassado, pois isto significa que estamos usando o orçamento do mês que vem neste mês. Em outras palavras, fazendo dívidas.
O primeiro passo é conseguir fechar todo mês no azul, isto é, no dia 31 ter pelo menos um pouquinho de dinheiro.
O próximo passo, também de extrema importância, é saber com o que se tem gastado. Pode ser um pouco chato no início, mas é fundamental que todos os dias se anote em uma planilha tudo que se gastou, ainda que de baixo valor. Essa planilha deve ser divida em diversas catergorias com subitens, como: TRANSPORTE (ônibus, táxi, parcela de carro, gasolina, IPVA, estacionamento, manobrista, manutenção, etc), ESTUDOS (faculdade, pós-graduação, livros, cursinhos, etc), GASTOS PESSOAIS (compras, presentes, etc), SAÍDAS (jantares, butecos, baladas, etc), ESPORTES E LAZER (cinema, teatro, academia, etc).
Esse controle dos gastos é importante porque podemos perceber para onde vai nosso dinheiro. Muitas vezes um dos nossos maiores gastos é algo que nem imaginávamos. Outras vezes, uma despesa que já sabíamos ser grande se mostra ainda maior. Além disso, nos meses em que descontrolamos (gastamos mais do que o dinheiro do mês permite), podemos observar a planilha de gastos e perceber quais despesas foram responsáveis pelo vermelho.
Pode não haver necessidade de fazer essas planilhas para o resto da vida, mas no mínimo três meses são necessários para percebemos com o que gastamos nosso dinheiro. Normalmente, algumas pessoas tomam gosto e continuam elaborando as planilhas, que são, de fato, extremamente úteis.
Uma vez que já se tem pleno controle do quanto se pode gastar, e já se conhece as principais despesas mensais, o caminho do planejamento financeiro está aberto, que é justamente programar e aplicar economias mensais com o objetivo de constituir uma poupança.
Antes de se pensar em planejamento financeiro, é essencial conhecer e passar pelo controle financeiro. Não se planeja nada sem antes saber quanto se tem. Nesse sentido, primeiro é necessário saber quanto se ganha, quanto se gasta e com que se gasta, para depois traçar as estratégias e planos para atingir os objetivos.
O controle financeiro pode ser feito anualmente, semestralmente, trimestralmente, mensalmente, etc. Para começar, indico um controle diário com referência mensal, que funciona anotando a cada dia o quanto se tem para gastar até o final do mês.
Antes de tudo, é crucial saber o quanto se tem para gastar no mês. Para tanto, basta pegar um pedaço de papel e guardar na carteira ou na bolsa, ou utilizar uma agenda, para anotar diarimente os seguintes itens:
1. Quanto tenho de dinheiro na minha carteira?
2. Quanto tenho na minha conta corrente do banco X?
3. Quanto tenho na minha conta corrente do banco Y?
4. Quanto tenho de dinheiro guardado em casa (gaveta, envelope, etc)?
5. Qual o valor da minha fatura de cartão de crédito até agora? (SUBTRAIR)
6. Tem algum cheque emitido para este mês que ainda não foi depositado? (SUBTRAIR)
Quanto ao item 5, em breve escreverei algo sobre ele, mas por hora basta lembrar que os gastos com cartao de crédito são gastos deste mês, e não do mês em que pagamos a fatura. Por isso, devemos subtrair as despesas com cartão no controle do mês atual.
O resultado da soma dos itens 1 a 6 é o tanto de dinheiro que podemos efetivamente gastar até o dia 31. Esse valor não deve ser ultrapassado, pois isto significa que estamos usando o orçamento do mês que vem neste mês. Em outras palavras, fazendo dívidas.
O primeiro passo é conseguir fechar todo mês no azul, isto é, no dia 31 ter pelo menos um pouquinho de dinheiro.
O próximo passo, também de extrema importância, é saber com o que se tem gastado. Pode ser um pouco chato no início, mas é fundamental que todos os dias se anote em uma planilha tudo que se gastou, ainda que de baixo valor. Essa planilha deve ser divida em diversas catergorias com subitens, como: TRANSPORTE (ônibus, táxi, parcela de carro, gasolina, IPVA, estacionamento, manobrista, manutenção, etc), ESTUDOS (faculdade, pós-graduação, livros, cursinhos, etc), GASTOS PESSOAIS (compras, presentes, etc), SAÍDAS (jantares, butecos, baladas, etc), ESPORTES E LAZER (cinema, teatro, academia, etc).
Esse controle dos gastos é importante porque podemos perceber para onde vai nosso dinheiro. Muitas vezes um dos nossos maiores gastos é algo que nem imaginávamos. Outras vezes, uma despesa que já sabíamos ser grande se mostra ainda maior. Além disso, nos meses em que descontrolamos (gastamos mais do que o dinheiro do mês permite), podemos observar a planilha de gastos e perceber quais despesas foram responsáveis pelo vermelho.
Pode não haver necessidade de fazer essas planilhas para o resto da vida, mas no mínimo três meses são necessários para percebemos com o que gastamos nosso dinheiro. Normalmente, algumas pessoas tomam gosto e continuam elaborando as planilhas, que são, de fato, extremamente úteis.
Uma vez que já se tem pleno controle do quanto se pode gastar, e já se conhece as principais despesas mensais, o caminho do planejamento financeiro está aberto, que é justamente programar e aplicar economias mensais com o objetivo de constituir uma poupança.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Carnaval em Salvador: dicas
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A viagem para Salvador durou no total 10 dias, sendo 2 dias e meio em Imbassaí, uma linda praia a 65km de Salvador, depois Carnaval, e mais dois dias finais, divididos em Praia do Forte e turismo em Salvador. Vale lembrar que, em Salvador, o Carnaval vai de quinta-feira a terça-feira, ou seja, 6 dias de folia. Foi excelente, recomendo a todos. É importante planejar tudo com antecedência, pois a viagem está longe de barata, e merece ser curtida sem “amarrar micharias”.
Como é de costume, depois das viagens eu faço uma planilha com todos os gastos, e ao fim, peço ao Excel que formule um gráfico pizza, para que possa visualizar com mais clareza os gastos mais expressivos. O de Salvador ficou assim:
Como vocês podem ver, os principais gastos são com festas (abadás e, principalmente, camarotes) e com estada, que realmente sofre um aumento descomunal no preço regular. A boa notícia, é que justamente esses dois gastos podem (e devem) ser pagos com bastante antecedência.
No tocante às festas, recomendo comprar o pacote de todos os dias de um camarote específico (se for para sugerir, sem a menor sombra de dúvida o Camarote Salvador – a superioridade é realmente impressionante). Esses ingressos irão se valorizar até na semana do Carnaval, e podem servir de moeda de troca para outros camarotes ou trios elétricos. No nosso caso, o preço oficial na semana do carnaval estava quase o dobro do que pagamos.
Os primeiros lotes desses camatores para 2011 já estão a venda, por um preço que vai aumentando progressivamente. É possível pagar até em 8 ou 10 vezes, o que dilui os gastos e diminui o impacto no orçamento. No início, o preço não aumenta muito a cada lote, já no final...
Quanto a hospedagem, recomendo fechar até Agosto ou Setembro com algum hotel que esteja localizado no circuito do Carnaval. Isto é, na própria avenida, ou a, no máximo, 1 quarteirão dela. O conforto pela proximidade não tem preço: táxi é difícil de achar e caro; tem trânsito; a segurança no circuito é grande, fora dele, nem tanto; dentre inúmeros outros motivos. Recomendo também um hotel localizado no meio para o final da avenida (Ondina), que é onde ficam os camarotes e onde acabam os trios. Outro detalhe: o ar condicionado é essencial, se você quiser dormir e descansar para aproveitar as festas. Não se iludam, o preço que for economizado num ar condicionado vai atrapalhar a curtição do maior gasto da viagem: a folia.
Esteja preparado para pagar o valor integral do hotel antecipado, pois neste caso você consegue negociar e conseguir um grande desconto, diminuindo até mesmo o valor promocional oferecido. Não feche o hotel sem barganhar muito, pois, afinal das contas, você estará pagando integralmente o pacote 6 meses antes do Carnaval.
Vale a pena também comprar com antecedência as passagens aéreas. Se possível, tente tirar férias na semana anterior ao Carnaval. Isto porque alguns dias antes da folia, e 1 ou 2 dias depois, as passagens são muito mais baratas. No nosso caso, tivemos que remarcar a ida, e por isso pagamos algumas taxas que encareceram um pouco nossa passagem. Além da tarifa menor, você terá alguns dias de sobra para aproveitar em uma pousadinha na Praia do Forte, Imbassaí ou outra praia linda das redondezas, só descansando e preparando para a bagunça. E conforme mostra o gráfico, os gastos neste passeio complementar não serão nem um pouco pesados...
Uma vez compradas as festas, as passagens e fechado o hotel, é só relaxar. Sua viagem já está arrumada, 90% dos gastos já estão pagos ou sendo pagos – e o melhor: antecipadamente, o que significa zero de dívidas para não aumentar ainda mais a ressaca carnavalesca.
Por fim, quando chegar em Salvador, não se preocupe tanto em conter gastos, até mesmo porque eles quase não existirão. O “grosso” já está pago, então coma bem, compre cervejas e isotônicos para o frigo-bar do hotel e aproveite!
A viagem para Salvador durou no total 10 dias, sendo 2 dias e meio em Imbassaí, uma linda praia a 65km de Salvador, depois Carnaval, e mais dois dias finais, divididos em Praia do Forte e turismo em Salvador. Vale lembrar que, em Salvador, o Carnaval vai de quinta-feira a terça-feira, ou seja, 6 dias de folia. Foi excelente, recomendo a todos. É importante planejar tudo com antecedência, pois a viagem está longe de barata, e merece ser curtida sem “amarrar micharias”.
Como é de costume, depois das viagens eu faço uma planilha com todos os gastos, e ao fim, peço ao Excel que formule um gráfico pizza, para que possa visualizar com mais clareza os gastos mais expressivos. O de Salvador ficou assim:
Como vocês podem ver, os principais gastos são com festas (abadás e, principalmente, camarotes) e com estada, que realmente sofre um aumento descomunal no preço regular. A boa notícia, é que justamente esses dois gastos podem (e devem) ser pagos com bastante antecedência.
No tocante às festas, recomendo comprar o pacote de todos os dias de um camarote específico (se for para sugerir, sem a menor sombra de dúvida o Camarote Salvador – a superioridade é realmente impressionante). Esses ingressos irão se valorizar até na semana do Carnaval, e podem servir de moeda de troca para outros camarotes ou trios elétricos. No nosso caso, o preço oficial na semana do carnaval estava quase o dobro do que pagamos.
Os primeiros lotes desses camatores para 2011 já estão a venda, por um preço que vai aumentando progressivamente. É possível pagar até em 8 ou 10 vezes, o que dilui os gastos e diminui o impacto no orçamento. No início, o preço não aumenta muito a cada lote, já no final...
Quanto a hospedagem, recomendo fechar até Agosto ou Setembro com algum hotel que esteja localizado no circuito do Carnaval. Isto é, na própria avenida, ou a, no máximo, 1 quarteirão dela. O conforto pela proximidade não tem preço: táxi é difícil de achar e caro; tem trânsito; a segurança no circuito é grande, fora dele, nem tanto; dentre inúmeros outros motivos. Recomendo também um hotel localizado no meio para o final da avenida (Ondina), que é onde ficam os camarotes e onde acabam os trios. Outro detalhe: o ar condicionado é essencial, se você quiser dormir e descansar para aproveitar as festas. Não se iludam, o preço que for economizado num ar condicionado vai atrapalhar a curtição do maior gasto da viagem: a folia.
Esteja preparado para pagar o valor integral do hotel antecipado, pois neste caso você consegue negociar e conseguir um grande desconto, diminuindo até mesmo o valor promocional oferecido. Não feche o hotel sem barganhar muito, pois, afinal das contas, você estará pagando integralmente o pacote 6 meses antes do Carnaval.
Vale a pena também comprar com antecedência as passagens aéreas. Se possível, tente tirar férias na semana anterior ao Carnaval. Isto porque alguns dias antes da folia, e 1 ou 2 dias depois, as passagens são muito mais baratas. No nosso caso, tivemos que remarcar a ida, e por isso pagamos algumas taxas que encareceram um pouco nossa passagem. Além da tarifa menor, você terá alguns dias de sobra para aproveitar em uma pousadinha na Praia do Forte, Imbassaí ou outra praia linda das redondezas, só descansando e preparando para a bagunça. E conforme mostra o gráfico, os gastos neste passeio complementar não serão nem um pouco pesados...
Uma vez compradas as festas, as passagens e fechado o hotel, é só relaxar. Sua viagem já está arrumada, 90% dos gastos já estão pagos ou sendo pagos – e o melhor: antecipadamente, o que significa zero de dívidas para não aumentar ainda mais a ressaca carnavalesca.
Por fim, quando chegar em Salvador, não se preocupe tanto em conter gastos, até mesmo porque eles quase não existirão. O “grosso” já está pago, então coma bem, compre cervejas e isotônicos para o frigo-bar do hotel e aproveite!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Viagem
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Pessoal,
Estive fora de BH por uns dias, e estou devendo posts.
Vou aproveitar a experiência da minha viagem - Carnaval em Salvador e passeios nas redondezas - para escrever um artigo sobre planejamento financeiro nas viagens de lazer.
Terá inclusive um gráfico de percentuais de gastos, que pode ajudar no planejamento de todos os que querem passar um Carnaval em Salvador. A propósito, foi excelente, fantástico. Muito bom mesmo. Recomendo!
Abraços e até!
Pessoal,
Estive fora de BH por uns dias, e estou devendo posts.
Vou aproveitar a experiência da minha viagem - Carnaval em Salvador e passeios nas redondezas - para escrever um artigo sobre planejamento financeiro nas viagens de lazer.
Terá inclusive um gráfico de percentuais de gastos, que pode ajudar no planejamento de todos os que querem passar um Carnaval em Salvador. A propósito, foi excelente, fantástico. Muito bom mesmo. Recomendo!
Abraços e até!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Tesouro Direto - uma poupança em renda fixa
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Muita gente já ouviu falar, mas poucas pessoas sabem como funciona, e menos ainda têm o hábito de investir em títulos do Tesouro Direto. Esse tipo de investimento pode ser uma excelente alternativa aos tradicionais fundos de renda fixa, CDB ou similares, e ao contrário da fama, nada têm de misteriosos ou complicados.
De uma maneira simplificada, comprando títulos do tesouro direito, você estará emprestando dinheiro para o governo. É um investimento considerado conservador, com alta segurança e risco praticamente nulo. Por outro lado, as taxas de rentabilidade fornecidas são especialmente atrativas se comparadas às taxas dos diversos fundos de renda fixa tradicionais.
Para se conseguir uma boa rentabilidade em fundos de renda fixa, digamos algo em torno de 10 a 12% ao ano, é necessário investir em fundos de “elite”, isto é, com um grande capital inicial. Geralmente, esses fundos são disponibilizados pelos bancos para investimentos iniciais de R$ 100.000,00 ou mais. Investindo em tesouro direto, consegue-se tal rentabilidade com investimentos a partir de R$ 150,00 ou R$ 200,00. Isto porque os diversos títulos disponíveis têm valores variados, e é possível comprar frações de título em múltiplos de 2: 0.2 de um título, 0.4, 0.6, 0.8, 1.0, 1.2, etc.
Outra grande vantagem é a taxa de administração cobrada, que é incrivelmente inferior à cobrada pelos bancos, além de não termos o problema do come-qüotas, famoso por diminuir a rentabilidade. A grosso modo, o come-quotas é uma forma de remunerar aos bancos pelo serviço de administração do fundo, no qual de tempos em tempos, uma parte de seu capital “some”.
Os títulos são divididos em: prefixados, indexados ao IPCA ou IGP-M e indexados à Selic.
Ao comprar um título prefixado, você saberá exatamente o quanto ele vai render anualmente até a data de seu vencimento (cada título tem uma data de vencimento, mas não é necessário esperá-la para liquidá-lo), e é uma boa opção de investimento.
Os títulos indexados ao IPCA ou IGP-M também têm uma rentabilidade certa anual, que é acrescida da correção da inflação, pelos indíces IPCA ou IGP-M. A grande vantagem é que a rentabilidade proposta é “real”, isto é, é acima da inflação. Por isso, a rentabilidade é aparentemente menor à do prefixado (6% contra 10 ou 11%), mas muitas vezes acaba se tornando maior, pois recebe a correção do índice de inflação, que é variável. Neste tipo de investimento, você além de se blindar contra a inflação, garante um rendimento certo e prefixado anual.
Por último, temos os títulos indexados à Selic, que são pósfixados. Isto é, o rendimento acompanhará a taxa Selic, e não há certeza de quanto renderá. Esse tipo de título pode ser considerado menos atrativo, pois além de não permitir uma projeção concreta, tem obtido menores rentabilidades, devido aos cortes sucessivos na Selic e à tendência de sua constante redução no longo prazo.
Importante também esclarecer que os títulos tem nomes, e os nomes são apenas aparentemente confusos: NTN-F, NTN-B, NTN-B Principal, LTN, LFT e outros. Mas não se assuste! O próprio site do Tesouro explica de forma clara as diferenças de cada um, que podem ser resumidas em uma dica principal: inicialmente, prefira os títulos que não pagam cupons. Alguns títulos (NTN-F e NTN-B), pagam semestralmente parte do dinheiro investido - cupons, até a data de vencimento. Geralmente possuem taxas de rentabilidade maiores, mas a desvantagem é que o dinheiro que lhe for pago não renderá mais, ou seja, diminuirá o efeito juros sobre juros e consequentemente o montante final.
Para investir em títulos do tesouro, é necessário o intermédio de uma corretora, que pode ser qualquer operadora de bolsa de valores ou seu próprio banco, via home banking. Para flertar com os títulos e conhecer mais, acesse http://www.tesourodireto.gov.br/. Não deixe de clicar em “preços e taxas dos títulos” para conferir as ofertas e as rentabilidades propostas. Vale lembrar que os títulos ofertados mudam constantemente, e portanto, se hoje você não achar um título nas suas condições ideais, nada impede que daqui a uma quinzena ele seja ofertado.
Muita gente já ouviu falar, mas poucas pessoas sabem como funciona, e menos ainda têm o hábito de investir em títulos do Tesouro Direto. Esse tipo de investimento pode ser uma excelente alternativa aos tradicionais fundos de renda fixa, CDB ou similares, e ao contrário da fama, nada têm de misteriosos ou complicados.
De uma maneira simplificada, comprando títulos do tesouro direito, você estará emprestando dinheiro para o governo. É um investimento considerado conservador, com alta segurança e risco praticamente nulo. Por outro lado, as taxas de rentabilidade fornecidas são especialmente atrativas se comparadas às taxas dos diversos fundos de renda fixa tradicionais.
Para se conseguir uma boa rentabilidade em fundos de renda fixa, digamos algo em torno de 10 a 12% ao ano, é necessário investir em fundos de “elite”, isto é, com um grande capital inicial. Geralmente, esses fundos são disponibilizados pelos bancos para investimentos iniciais de R$ 100.000,00 ou mais. Investindo em tesouro direto, consegue-se tal rentabilidade com investimentos a partir de R$ 150,00 ou R$ 200,00. Isto porque os diversos títulos disponíveis têm valores variados, e é possível comprar frações de título em múltiplos de 2: 0.2 de um título, 0.4, 0.6, 0.8, 1.0, 1.2, etc.
Outra grande vantagem é a taxa de administração cobrada, que é incrivelmente inferior à cobrada pelos bancos, além de não termos o problema do come-qüotas, famoso por diminuir a rentabilidade. A grosso modo, o come-quotas é uma forma de remunerar aos bancos pelo serviço de administração do fundo, no qual de tempos em tempos, uma parte de seu capital “some”.
Os títulos são divididos em: prefixados, indexados ao IPCA ou IGP-M e indexados à Selic.
Ao comprar um título prefixado, você saberá exatamente o quanto ele vai render anualmente até a data de seu vencimento (cada título tem uma data de vencimento, mas não é necessário esperá-la para liquidá-lo), e é uma boa opção de investimento.
Os títulos indexados ao IPCA ou IGP-M também têm uma rentabilidade certa anual, que é acrescida da correção da inflação, pelos indíces IPCA ou IGP-M. A grande vantagem é que a rentabilidade proposta é “real”, isto é, é acima da inflação. Por isso, a rentabilidade é aparentemente menor à do prefixado (6% contra 10 ou 11%), mas muitas vezes acaba se tornando maior, pois recebe a correção do índice de inflação, que é variável. Neste tipo de investimento, você além de se blindar contra a inflação, garante um rendimento certo e prefixado anual.
Por último, temos os títulos indexados à Selic, que são pósfixados. Isto é, o rendimento acompanhará a taxa Selic, e não há certeza de quanto renderá. Esse tipo de título pode ser considerado menos atrativo, pois além de não permitir uma projeção concreta, tem obtido menores rentabilidades, devido aos cortes sucessivos na Selic e à tendência de sua constante redução no longo prazo.
Importante também esclarecer que os títulos tem nomes, e os nomes são apenas aparentemente confusos: NTN-F, NTN-B, NTN-B Principal, LTN, LFT e outros. Mas não se assuste! O próprio site do Tesouro explica de forma clara as diferenças de cada um, que podem ser resumidas em uma dica principal: inicialmente, prefira os títulos que não pagam cupons. Alguns títulos (NTN-F e NTN-B), pagam semestralmente parte do dinheiro investido - cupons, até a data de vencimento. Geralmente possuem taxas de rentabilidade maiores, mas a desvantagem é que o dinheiro que lhe for pago não renderá mais, ou seja, diminuirá o efeito juros sobre juros e consequentemente o montante final.
Para investir em títulos do tesouro, é necessário o intermédio de uma corretora, que pode ser qualquer operadora de bolsa de valores ou seu próprio banco, via home banking. Para flertar com os títulos e conhecer mais, acesse http://www.tesourodireto.gov.br/. Não deixe de clicar em “preços e taxas dos títulos” para conferir as ofertas e as rentabilidades propostas. Vale lembrar que os títulos ofertados mudam constantemente, e portanto, se hoje você não achar um título nas suas condições ideais, nada impede que daqui a uma quinzena ele seja ofertado.
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