Sabemos que grande parte dos investimentos deve ser baseado em renda fixa, pois não devemos nos expor completamente às variações da renda variável. No entanto, os fundos oferecidos pelos bancos acabam nos desanimando, seja pela baixa rentabilidade seja pelo elevado valor das taxas de administração. Conforme mencionado em artigo anterior, o investimento em títulos do tesouro direto pode ser uma excelente saída.
Para investir em títulos, é necessário o uso de uma corretora de valores, as mesmas utilizadas para comprar e vender ações. Se o investidor não investe na Bolsa, e não é cliente de uma corretora, pode ficar desmotivado de comprar títulos, pois terá o trabalho de abrir uma conta, além de pagar DOC a cada transferência da sua conta corrente para sua conta na corretora.
Ocorre que todos os grandes bancos oferecem o serviço de corretora de valores, o que facilita imensamente a compra de títulos e evita os incômodos mencionados. Para investir no Tesouro Direto basta ir a sua agência, solicitar o “Código de Investidor” e assinar alguns papéis. Depois disso, é só acessar o home banking, sessão investimentos, escolher Tesouro Direto e fazer uma rápida adesão.
Por fim, interessante mencionar que o código de investidor serve também para comprar e vender ações na Bolsa, através de seu banco. No entanto, para esta operação, sugiro utilizar uma corretora especializada, por possuir ferramentas mais apropriadas, além de suporte didático/educativo.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Qual a melhor hora de comprar a casa própria?
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Em comentário ao artigo "Para onde vai o preço dos imóveis?", publicado em abril neste blog, surgiu a discussão se comprar um imóvel seria realmente válido financeiramente falando. A resposta já foi antecipada: cada caso deve ser estudado, mas na maioria das vezes, não.
Em newsletter da Expomoney, li um artigo excelente e curto sobre o tema, escrito por Rogério Olegário. O artigo conta inclusive com um exemplo prático e numérico, e pode ser de grande valia para os leitores.
Segue o link, que vale os 5 minutos necessários para a leitura:
http://www.expomoney.com.br/newsnova/materia.asp?rregn=368&orig=eml
Em comentário ao artigo "Para onde vai o preço dos imóveis?", publicado em abril neste blog, surgiu a discussão se comprar um imóvel seria realmente válido financeiramente falando. A resposta já foi antecipada: cada caso deve ser estudado, mas na maioria das vezes, não.
Em newsletter da Expomoney, li um artigo excelente e curto sobre o tema, escrito por Rogério Olegário. O artigo conta inclusive com um exemplo prático e numérico, e pode ser de grande valia para os leitores.
Segue o link, que vale os 5 minutos necessários para a leitura:
http://www.expomoney.com.br/newsnova/materia.asp?rregn=368&orig=eml
sábado, 10 de julho de 2010
E viva a Copa 2!
Mediante colocação de meu grande irmão José Roberto, segue uma possível ilustração para o post anterior.
Pesquisei na internet e localizei os gráficos do DAX (Alemanha) e do FSE/JSE Top 40IX (África do Sul), nos anos anteriores à cada copa. Esses gráficos representam índices das bolsas dos países, e seriam, a grosso modo, comparáveis ao Ibovespa, no caso da Alemanha, e ao IBRX-50, no caso da África do Sul.
Inicialmente, muito importante lembrar que existem inúmeros outros fatores que influenciam MUITO mais as bolsas de valores do que a Copa do Mundo, mas de qualquer forma, serve para ilustração e especulações.
No caso da Alemanha, a evolução foi espantosa: aumento de aproximadamente 120% no DAX, média de 30% a.a. nos 4 anos anteriores. Já na África do Sul, a escalada foi menor, mas também bastante atrativa: 56,25%, cerca de 14% a.a.
Não é certo afirmar que certamente a Bovespa terá desempenho similar, mas é completamente verossímel imaginar disparadas parecidas ou até mesmo bem maiores, tendo em vista a condição especial em que se encontra o Brasil: tem enorme espaço para progresso e desenvolvimento, ao passo que já tem uma considerável visibilidade global.
Pesquisei na internet e localizei os gráficos do DAX (Alemanha) e do FSE/JSE Top 40IX (África do Sul), nos anos anteriores à cada copa. Esses gráficos representam índices das bolsas dos países, e seriam, a grosso modo, comparáveis ao Ibovespa, no caso da Alemanha, e ao IBRX-50, no caso da África do Sul.
Inicialmente, muito importante lembrar que existem inúmeros outros fatores que influenciam MUITO mais as bolsas de valores do que a Copa do Mundo, mas de qualquer forma, serve para ilustração e especulações.
No caso da Alemanha, a evolução foi espantosa: aumento de aproximadamente 120% no DAX, média de 30% a.a. nos 4 anos anteriores. Já na África do Sul, a escalada foi menor, mas também bastante atrativa: 56,25%, cerca de 14% a.a.
Não é certo afirmar que certamente a Bovespa terá desempenho similar, mas é completamente verossímel imaginar disparadas parecidas ou até mesmo bem maiores, tendo em vista a condição especial em que se encontra o Brasil: tem enorme espaço para progresso e desenvolvimento, ao passo que já tem uma considerável visibilidade global.
terça-feira, 6 de julho de 2010
E viva a Copa!
Menos de uma semana após a intragável eliminação da Seleção da Copa do Mundo, e a poucos dias do final do campeonato que move paixões, por que exaltar a Copa? Na verdade, assim como no mercado de ações, quando todos estão desanimados e “entrando vendido” na Copa, é uma boa hora de se animar e “entrar comprado”. Mas não se assuste, pois me refiro a um investimento de longo prazo: a Copa de 2014.
É inegável que o país passará por inúmeras transformações até o ano de 2014, com o objetivo de sediar um evento de tamanha magnitude. Torna-se evidente que a economia ficará consideravelmente aquecida até lá, ao mesmo tempo como causa e conseqüência do acelerado e repentino progresso forçado. Na mesma linha, vale imaginar o ano da Copa em si, assim como o ano imediatamente anterior, e quais serão os setores que mais se beneficiarão com a realização do evento. Esse trabalho mental pode render ótimas oportunidades de investimento, sendo a mais simples e a que demanda menor capital inicial a bolsa de valores.
Nesse sentido, seria interessante desde agora começar a construir uma carteira de ações de empresas que ganharão destaque com a Copa do Mundo, leia-se: turismo e consumo. Vale imaginar qual será a valorização em 4 anos de ações de empresas de companhias aéreas, redes hoteleiras e grandes empreiteiras, por exemplo. É muito importante, neste tocante, construir a carteira progressivamente e regularmente ao longo desses 4 anos, e não comprar tudo de uma vez só. Isso certamente evitará grandes abalos na carteira, causados por desvalorizações em crises repentinas. Contribuirá, dessa forma, para a formação do preço médio, isto é, o valor das transações é diluído ao longo do tempo, construindo uma média de valor as ações da carteira mais constante e menos volátil que o próprio valor das ações. Uma boa dica é aproveitar o momento de baixa do Ibovespa para começar as compras regulares. O período das eleições também pode ser atrativo, tendo em vista que a volatilidade geralmente aumenta, e quedas maiores acontecem, configurando bons momentos de compra.
Portanto, comprar mensalmente pequenas quantias de ações de variadas empresas que estarão em destaque na Copa de 2014 pode levar a uma carteira com valorização sobrenatural no horizonte proposto. Aliás, será que não existem ações da CBF? Seria realmente excelente comprá-las agora, por preço de banana, e vendê-las na Copa de 2014, preferencialmente logo na primeira fase, para não correr o risco de vê-las virando pó... Vejam: não é pessimismo, mas apenas cautela de investidor.
Por fim, vale lembrar ainda que, dois anos após a Copa, vêm as Olimpíadas, aquecendo (ou mantendo aquecidos) os mesmos setores, embora com menor intensidade. Esse fato também reforça os motivos que sugerem a provável ótima valorização da carteira em questão.
É inegável que o país passará por inúmeras transformações até o ano de 2014, com o objetivo de sediar um evento de tamanha magnitude. Torna-se evidente que a economia ficará consideravelmente aquecida até lá, ao mesmo tempo como causa e conseqüência do acelerado e repentino progresso forçado. Na mesma linha, vale imaginar o ano da Copa em si, assim como o ano imediatamente anterior, e quais serão os setores que mais se beneficiarão com a realização do evento. Esse trabalho mental pode render ótimas oportunidades de investimento, sendo a mais simples e a que demanda menor capital inicial a bolsa de valores.
Nesse sentido, seria interessante desde agora começar a construir uma carteira de ações de empresas que ganharão destaque com a Copa do Mundo, leia-se: turismo e consumo. Vale imaginar qual será a valorização em 4 anos de ações de empresas de companhias aéreas, redes hoteleiras e grandes empreiteiras, por exemplo. É muito importante, neste tocante, construir a carteira progressivamente e regularmente ao longo desses 4 anos, e não comprar tudo de uma vez só. Isso certamente evitará grandes abalos na carteira, causados por desvalorizações em crises repentinas. Contribuirá, dessa forma, para a formação do preço médio, isto é, o valor das transações é diluído ao longo do tempo, construindo uma média de valor as ações da carteira mais constante e menos volátil que o próprio valor das ações. Uma boa dica é aproveitar o momento de baixa do Ibovespa para começar as compras regulares. O período das eleições também pode ser atrativo, tendo em vista que a volatilidade geralmente aumenta, e quedas maiores acontecem, configurando bons momentos de compra.
Portanto, comprar mensalmente pequenas quantias de ações de variadas empresas que estarão em destaque na Copa de 2014 pode levar a uma carteira com valorização sobrenatural no horizonte proposto. Aliás, será que não existem ações da CBF? Seria realmente excelente comprá-las agora, por preço de banana, e vendê-las na Copa de 2014, preferencialmente logo na primeira fase, para não correr o risco de vê-las virando pó... Vejam: não é pessimismo, mas apenas cautela de investidor.
Por fim, vale lembrar ainda que, dois anos após a Copa, vêm as Olimpíadas, aquecendo (ou mantendo aquecidos) os mesmos setores, embora com menor intensidade. Esse fato também reforça os motivos que sugerem a provável ótima valorização da carteira em questão.
domingo, 13 de junho de 2010
Corretor de imóveis: despesa?
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Conversando esses dias com um grande amigo meu, que pretende vender um apartamento, lembrei-me de uma das principais lições que se pode aprender com a leitura do clássico “Pai Rico Pai Pobre”: não se deve tentar economizar dinheiro dispensando o corretor de imóveis.
Há um ano e pouco, meu amigo comprou um apartamento na planta, em uma ótima localidade, e tal investimento vem se valorizando bastante. Pela ótima oportunidade de realização do lucro e também por outros motivos, ele me contou que estava pensando em vendê-lo. A primeira pergunta que lhe fiz foi: “Você já arranjou um bom corretor para cuidar da venda?” A resposta: “Não, de jeito nenhum, esses corretores ‘metem a faca’ no seu negócio.”
De fato os corretores cobram sim uma porcentagem sobre as negociações, que a princípio parecem ser um valor muito alto. No entanto, devolvi as seguintes perguntas a meu amigo: “Você trabalha com mercado imobiliário? Você entende a fundo tal mercado? Você tem tempo suficiente para investir no negócio, procurando compradores, cogitando valor de mercado, etc?”
As chances de um bom corretor de imóveis conseguir fazer um melhor negócio com seu apartamento é muito maior do que você tentar fazê-lo sozinho, pela simples razão de ser essa a profissão dele. Nesse sentido, o corretor conhece a fundo o mercado, sabe do valor de mercado do seu imóvel, já conhece compradores que estão dispostos a pagar um valor mais atrativo que o mercado, estabelece alguns parâmetros básicos contratuais e legais que lhe conferem maior garantia de recebimento, além de inúmeros outros fatores positivos. Além disso, muitas vezes a diferença entre o valor da venda intermediada pelo corretor e a venda feita por você será inclusive maior do que a corretagem cobrada. Isto é, você pagará a corretagem e ainda terá um lucro maior do que vendendo o imóvel sozinho. Vale, ainda, considerar o tempo, o empenho e as dores de cabeça que serão economizadas tentado vender o imóvel.
Acredito que por essas e inúmeras outras razões “Pai Rico Pai Pobre”, com o perdão da Contabilidade, nos sugere classificar os gastos com corretagem imobiliária como um investimento, isto é, como um ativo, e não como uma despesa. Isso porque um bom corretor de imóveis terá a capacidade de aumentar o seu patrimônio, e por isso não deve ser considerado como um gasto. No mesmo sentido, economizar com a corretagem pode levar a um mau negócio, e configurar a famosa “economia porca”, no vocabulário chulo. A sugestão, inclusive, é em sentido contrário: cativar o corretor de imóveis, torná-lo seu amigo, seu fã. Reconhecer seu trabalho e ganhar sua estima, mandando-lhe, por exemplo, uma vinho de lembrança no Natal.
Conversando esses dias com um grande amigo meu, que pretende vender um apartamento, lembrei-me de uma das principais lições que se pode aprender com a leitura do clássico “Pai Rico Pai Pobre”: não se deve tentar economizar dinheiro dispensando o corretor de imóveis.
Há um ano e pouco, meu amigo comprou um apartamento na planta, em uma ótima localidade, e tal investimento vem se valorizando bastante. Pela ótima oportunidade de realização do lucro e também por outros motivos, ele me contou que estava pensando em vendê-lo. A primeira pergunta que lhe fiz foi: “Você já arranjou um bom corretor para cuidar da venda?” A resposta: “Não, de jeito nenhum, esses corretores ‘metem a faca’ no seu negócio.”
De fato os corretores cobram sim uma porcentagem sobre as negociações, que a princípio parecem ser um valor muito alto. No entanto, devolvi as seguintes perguntas a meu amigo: “Você trabalha com mercado imobiliário? Você entende a fundo tal mercado? Você tem tempo suficiente para investir no negócio, procurando compradores, cogitando valor de mercado, etc?”
As chances de um bom corretor de imóveis conseguir fazer um melhor negócio com seu apartamento é muito maior do que você tentar fazê-lo sozinho, pela simples razão de ser essa a profissão dele. Nesse sentido, o corretor conhece a fundo o mercado, sabe do valor de mercado do seu imóvel, já conhece compradores que estão dispostos a pagar um valor mais atrativo que o mercado, estabelece alguns parâmetros básicos contratuais e legais que lhe conferem maior garantia de recebimento, além de inúmeros outros fatores positivos. Além disso, muitas vezes a diferença entre o valor da venda intermediada pelo corretor e a venda feita por você será inclusive maior do que a corretagem cobrada. Isto é, você pagará a corretagem e ainda terá um lucro maior do que vendendo o imóvel sozinho. Vale, ainda, considerar o tempo, o empenho e as dores de cabeça que serão economizadas tentado vender o imóvel.
Acredito que por essas e inúmeras outras razões “Pai Rico Pai Pobre”, com o perdão da Contabilidade, nos sugere classificar os gastos com corretagem imobiliária como um investimento, isto é, como um ativo, e não como uma despesa. Isso porque um bom corretor de imóveis terá a capacidade de aumentar o seu patrimônio, e por isso não deve ser considerado como um gasto. No mesmo sentido, economizar com a corretagem pode levar a um mau negócio, e configurar a famosa “economia porca”, no vocabulário chulo. A sugestão, inclusive, é em sentido contrário: cativar o corretor de imóveis, torná-lo seu amigo, seu fã. Reconhecer seu trabalho e ganhar sua estima, mandando-lhe, por exemplo, uma vinho de lembrança no Natal.
domingo, 30 de maio de 2010
Investir ou apostar?
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É comum ouvirmos a expressão “Fulano está apostando na Bolsa”, e, normalmente, corrigimos imediatamente: “Apostando não, investindo”. Mas será que, algumas vezes, não deixamos de investir, e passamos a apostar?
A bolsa de valores abre pleno espaço para os investidores e para os apostadores (em alguns contextos chamados especuladores). Primeiramente, importante registrar que os especuladores não são vilões, sendo inclusive responsáveis pela liquidez da bolsa. Resumindo, se não existissem os especuladores, não seria possível vender e comprar ações a todo instante, e a vida dos investidores ficaria mais complicada e arriscada.
Os especuladores extremos desejam ganhar o máximo de dinheiro possível, no menor período de tempo. Possuem metas ousadíssimas, e, normalmente, operam alavancados (utilizam mais dinheiro do que possuem – uma espécie de empréstimo de praxe feito pelas corretoras). Sendo assim, fazem operações constantemente, inclusive diárias (intra-day). Isto é, frequentemente compram e vendem várias vezes ao dia.
Por sua vez, os investidores visam o longo prazo. Estão sempre fazendo aplicações constantes na Bolsa, todo mês, por exemplo. Podem até visar rendimentos ousados, mas o fazem pensando num horizonte de no mínimo 3 a 5 anos. Escolhem empresas sólidas, apelidadas blue chips. Por terem uma estratégia de longo prazo (que pode ser baseada inclusive em análise gráfica), não se preocupam tanto com tendências de baixa ou de alta e operam pouco. Vale dizer, mexem pouco na carteira.
A grande questão é que a maioria entra na Bolsa com a intenção de investir, mas basta vir a primeira baixa, ou assistir a uma ação “vizinha” disparar em alta, para operar e mudar a carteira. Se a operação não deu certo, ocorre nova mudança de carteira. Se deu certo, também se opera, para assegurar o lucro (realizar).
Nesse ponto se inicia a migração para a especulação, que, diga-se de passagem, é um caminho tão tentador quanto arriscado. Dependendo da intensidade, essas operações podem realmente se aproximar das tradicionais mesas de poker e dos cassinos de Vegas.
Publicação: http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/03/11/noticia_nareal,i=151129/COMO+VOCE+SABE+SE+ESTA+INVESTINDO+OU+APOSTANDO+NA+MERCADO+DE+ACOES.shtml
É comum ouvirmos a expressão “Fulano está apostando na Bolsa”, e, normalmente, corrigimos imediatamente: “Apostando não, investindo”. Mas será que, algumas vezes, não deixamos de investir, e passamos a apostar?
A bolsa de valores abre pleno espaço para os investidores e para os apostadores (em alguns contextos chamados especuladores). Primeiramente, importante registrar que os especuladores não são vilões, sendo inclusive responsáveis pela liquidez da bolsa. Resumindo, se não existissem os especuladores, não seria possível vender e comprar ações a todo instante, e a vida dos investidores ficaria mais complicada e arriscada.
Os especuladores extremos desejam ganhar o máximo de dinheiro possível, no menor período de tempo. Possuem metas ousadíssimas, e, normalmente, operam alavancados (utilizam mais dinheiro do que possuem – uma espécie de empréstimo de praxe feito pelas corretoras). Sendo assim, fazem operações constantemente, inclusive diárias (intra-day). Isto é, frequentemente compram e vendem várias vezes ao dia.
Por sua vez, os investidores visam o longo prazo. Estão sempre fazendo aplicações constantes na Bolsa, todo mês, por exemplo. Podem até visar rendimentos ousados, mas o fazem pensando num horizonte de no mínimo 3 a 5 anos. Escolhem empresas sólidas, apelidadas blue chips. Por terem uma estratégia de longo prazo (que pode ser baseada inclusive em análise gráfica), não se preocupam tanto com tendências de baixa ou de alta e operam pouco. Vale dizer, mexem pouco na carteira.
A grande questão é que a maioria entra na Bolsa com a intenção de investir, mas basta vir a primeira baixa, ou assistir a uma ação “vizinha” disparar em alta, para operar e mudar a carteira. Se a operação não deu certo, ocorre nova mudança de carteira. Se deu certo, também se opera, para assegurar o lucro (realizar).
Nesse ponto se inicia a migração para a especulação, que, diga-se de passagem, é um caminho tão tentador quanto arriscado. Dependendo da intensidade, essas operações podem realmente se aproximar das tradicionais mesas de poker e dos cassinos de Vegas.
Publicação: http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/03/11/noticia_nareal,i=151129/COMO+VOCE+SABE+SE+ESTA+INVESTINDO+OU+APOSTANDO+NA+MERCADO+DE+ACOES.shtml
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Seguro de cartões de crédito: direito do consumidor e planejamento financeiro.
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É extremamente comum as operadoras de cartão de crédito quererem nos vender seguros contra furto, roubo ou extravio do cartão. Ao fazerem isso, nos passam a idéia de que, sem o seguro, estaríamos desprotegidos e teríamos que arcar com todos os prejuízos advindos do mal-uso do cartão. No entanto, isso não é verdade, e não passa de extorsão de dinheiro.
O seguro não é de forma alguma requisito para a eliminação do crédito indevido, tendo em vista que a responsabilidade, na grande maioria das vezes, será da operadora e (ou) do estabelecimento em que se deram as compras. É incrivelmente absurdo vender a tese de que o consumidor terá que arcar com gastos que não efetuou. Quem deve fazer esse seguro são as operadoras e os lojistas, e não o consumidor.
Certa vez, solicitei um cartão que nunca chegou na minha casa. Mas a fatura chegou, repleta de compras que não fiz, pois sequer o havia recebido ou desbloqueado. Meu cartão foi extraviado no caminho entre a operadora e a minha casa, e o estelioportador (acabei de inventar o termo) ligou, desbloqueou meu cartão e efetuou diversas compras, assinando sei lá o que.
Primeiro: responsabilidade gritante da operadora, que não conferiu os dados pessoais quando do desbloqueio por telefone, ou conferiu de maneira cristalinamente superficial. Segundo: responsabilidade clara dos estabelecimentos que aceitaram as compras com o cartão, sem pedir documentos e conferir a assinatura. Eu não tinha seguro, logicamente. Liguei para a operadora, que cancelou todos os créditos indevidos em 2 ou 3 dias úteis. Se não cancelasse, entraria com uma célere e gratuita ação no Juizado Especial contra a operadora e contra os estabelecimentos, com ganho de causa garantido e grande possibilidade de indenização por dados morais.
A cobertura dos seguros é englobada pela cobertura legal, razão pela qual considero esse seguro inclusive ilegal. Um interessante detalhe é a cara-de-pau, pois colocam limite para a cobertura, sendo que não há limite legal para esses casos. Serão cobertas despesas com furto, roubo, extravio, etc até o limite de 10 mil reais. Ora, se o estelionatário gastou 1 milhão no seu cartão (Cartão Diamante Eike), esse 1 milhão será arcado pelos responsáveis legais, e não por você.
Assim sendo, uma boa idéia seria cancelar todos os inúteis e ilegais seguros de cartão de crédito, e programar uma transferência automática dos valores que eram pagos para uma poupança. Dessa forma, o dinheiro que antes era jogado pelo ralo poderá virar um pequeno montante no futuro.
É extremamente comum as operadoras de cartão de crédito quererem nos vender seguros contra furto, roubo ou extravio do cartão. Ao fazerem isso, nos passam a idéia de que, sem o seguro, estaríamos desprotegidos e teríamos que arcar com todos os prejuízos advindos do mal-uso do cartão. No entanto, isso não é verdade, e não passa de extorsão de dinheiro.
O seguro não é de forma alguma requisito para a eliminação do crédito indevido, tendo em vista que a responsabilidade, na grande maioria das vezes, será da operadora e (ou) do estabelecimento em que se deram as compras. É incrivelmente absurdo vender a tese de que o consumidor terá que arcar com gastos que não efetuou. Quem deve fazer esse seguro são as operadoras e os lojistas, e não o consumidor.
Certa vez, solicitei um cartão que nunca chegou na minha casa. Mas a fatura chegou, repleta de compras que não fiz, pois sequer o havia recebido ou desbloqueado. Meu cartão foi extraviado no caminho entre a operadora e a minha casa, e o estelioportador (acabei de inventar o termo) ligou, desbloqueou meu cartão e efetuou diversas compras, assinando sei lá o que.
Primeiro: responsabilidade gritante da operadora, que não conferiu os dados pessoais quando do desbloqueio por telefone, ou conferiu de maneira cristalinamente superficial. Segundo: responsabilidade clara dos estabelecimentos que aceitaram as compras com o cartão, sem pedir documentos e conferir a assinatura. Eu não tinha seguro, logicamente. Liguei para a operadora, que cancelou todos os créditos indevidos em 2 ou 3 dias úteis. Se não cancelasse, entraria com uma célere e gratuita ação no Juizado Especial contra a operadora e contra os estabelecimentos, com ganho de causa garantido e grande possibilidade de indenização por dados morais.
A cobertura dos seguros é englobada pela cobertura legal, razão pela qual considero esse seguro inclusive ilegal. Um interessante detalhe é a cara-de-pau, pois colocam limite para a cobertura, sendo que não há limite legal para esses casos. Serão cobertas despesas com furto, roubo, extravio, etc até o limite de 10 mil reais. Ora, se o estelionatário gastou 1 milhão no seu cartão (Cartão Diamante Eike), esse 1 milhão será arcado pelos responsáveis legais, e não por você.
Assim sendo, uma boa idéia seria cancelar todos os inúteis e ilegais seguros de cartão de crédito, e programar uma transferência automática dos valores que eram pagos para uma poupança. Dessa forma, o dinheiro que antes era jogado pelo ralo poderá virar um pequeno montante no futuro.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Negócios de sucesso: A história da Farm
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Poucos dias atrás, tomando um chopp bem gelado, a Sara me contou que havia assistido ao programa Mundo S/A da GloboNews, sobre a Farm. A trajetória da marca me impressionou, pois imaginava seu berço na elite da moda. No entanto, a história representa uma grande determinação de seus criadores, e revela um curioso acaso bastante responsável pelo estrondoso sucesso da grife.
Kátia, auditora, e Marcelo, engenheiro, largaram seus empregos para investirem no próprio negócio. Abriram no Rio uma franquia de uma loja de roupas de São Paulo, que não deu certo. Foram focados e corajosos o suficiente para venderem dois carros e um apartamento na tentativa de manter o negócio. Ao mesmo tempo, Kátia – sem conhecimento algum de moda ou design – começou a elaborar algumas peças de roupa na tentativa de diminuir um pouco os prejuízos, pois a margem de lucro seria maior nas peças caseiras do que nas peças franqueadas.
A surpresa veio exatamente com o fato de as peças elaboradas por Kátia venderem rapidamente, ao passo que as da franquia continuavam “encalhadas”. Os criadores, então, se capacitaram na área, através de cursos e eventos. Pouco tempo depois, fecharam a estrutura da loja e passaram a atuar em uma feira alternativa de roupas e moda no Rio, através de um stand, o que representou uma receita considerável de vendas e a consolidação da marca.
Atualmente, a Farm conta com 24 lojas em diversos pontos do Brasil e 750 funcionários. Kátia e Marcelo lançaram uma nova marca, infantil, que já conta com 3 lojas. Anunciaram, também, a fusão com a Animale, grife de peso no mundo da moda.
Quem quiser conferir a história, segue o link da reportagem do Mundo S/A, com duração total de 10 minutos:
http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1463106-17665-315,00.html
Poucos dias atrás, tomando um chopp bem gelado, a Sara me contou que havia assistido ao programa Mundo S/A da GloboNews, sobre a Farm. A trajetória da marca me impressionou, pois imaginava seu berço na elite da moda. No entanto, a história representa uma grande determinação de seus criadores, e revela um curioso acaso bastante responsável pelo estrondoso sucesso da grife.
Kátia, auditora, e Marcelo, engenheiro, largaram seus empregos para investirem no próprio negócio. Abriram no Rio uma franquia de uma loja de roupas de São Paulo, que não deu certo. Foram focados e corajosos o suficiente para venderem dois carros e um apartamento na tentativa de manter o negócio. Ao mesmo tempo, Kátia – sem conhecimento algum de moda ou design – começou a elaborar algumas peças de roupa na tentativa de diminuir um pouco os prejuízos, pois a margem de lucro seria maior nas peças caseiras do que nas peças franqueadas.
A surpresa veio exatamente com o fato de as peças elaboradas por Kátia venderem rapidamente, ao passo que as da franquia continuavam “encalhadas”. Os criadores, então, se capacitaram na área, através de cursos e eventos. Pouco tempo depois, fecharam a estrutura da loja e passaram a atuar em uma feira alternativa de roupas e moda no Rio, através de um stand, o que representou uma receita considerável de vendas e a consolidação da marca.
Atualmente, a Farm conta com 24 lojas em diversos pontos do Brasil e 750 funcionários. Kátia e Marcelo lançaram uma nova marca, infantil, que já conta com 3 lojas. Anunciaram, também, a fusão com a Animale, grife de peso no mundo da moda.
Quem quiser conferir a história, segue o link da reportagem do Mundo S/A, com duração total de 10 minutos:
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